Blog Trancado .

23 de jul. de 2009

Gente, desculpa³, mas não está dando (no bom sentido).
Eu odeio ter que começar a “dizer” qualquer coisa com esta frase, mas é que não encontrei outro meio de iniciar este post. Pois é, alguns de vocês devem ter notado que faz “algum tempinho” que eu não posto no blog, e outros já devem saber o porquê: estou sem internet. Sim, eu estou sem internet desde o Dia dos Namorados (porra, que presente ótimo! Vou até verificar se não pisei na macumba :D) porque a bosta da “antena” que puxava a rede da internet do meu tio quebrou. E então você me pergunta, “Por que você não compra outra?”, e eis a resposta: “Eu não sei tirar mais de 70 conto do cu” ;x

Já tentamos fazer a internet funcionar por várias outras antenas, mas com nenhuma delas deu certo. Mas vendo pelo lado bom, agora o pc pôde ser transferido para o meu quarto, já que não tem mais que ficar na sala de casa que mais parece uma geladeira por causa do sinal da internet \o/ Mas isso não interessa a ninguém, e eu também não vou contar a história macabra que cerca a quebra da antena, já que, se ninguém acreditou em mim até agora quando eu a contei, ninguém acreditará nela a partir.

Mas agora vou explicar o motivo deste post. Eu fiquei demente quando descobri que ficaria sem internet por tempo indeterminado (é isso mesmo que você leu: por tempo indeterminado), e não por causa da falta de atualizações no Orkut, Twitter (cujo este, eu aposto que a conta meio que expirou, já que não estou mais conseguindo logar nele. Sendo assim, nãomesigamais – pretendo fazer outro quando tiver internet novamente :B) e etc., mas por causa das atualizações no blog. Yeah, eu sei que o “ponto forte” do It’s from myself sempre foi a freqüência com que eu conseguia postar (meio-mundo já me disse isso), o que significava que não era como esses blogs comuns por aí que você entra uma vez e daqui três séculos a última atualização terá sido a mesma de antes...

Ou seja, agora meu blog virou um desses “blogs comuns / blogs qualquer”, mas agora vocês já sabem o motivo. E como eu não sou retartadado de gastar o pouquíssimo dinheiro que eu tenho só em lan houses e e tals, acho que o blog vai ficar meio paradão por algum tempo mesmo. Eu tenho tentado escrever alguns posts em casa, mas toda vez até eu conseguir logar, o post já ficou antigo sem nem mesmo ter chegado aqui. E além disso, eu sei que quanto mais tempo eu ficar sem postar, vocês vão entrar com menos freqüência aqui porque cada vez haverá menos novidades... até o dia do blog ser abandonado pela sua legião de seguidores D: [/dramático/realista]

Por isso é com um grande pesar que lhes anuncio que, por alguns tempos, o blog ficará trancado. Sim, no sentido igual de faculdade mesmo – que você não tem mais grana pra pagar, então “tranca” a faculdade e volta algum dia. E não, isso não significa desistência – por enquanto. Eu sempre soube que um dia meu blog chegaria a seu fim, mas não achei que seria tão rápido. Na verdade, ainda há tanta coisa para falar aqui que é como se eu fosse abandonar o filho que eu nunca pari. Mas vou parar com [c=0]a sinceridade[/c] o drama e explicar logo isso de uma maneira decente.

Este não é o fim do blog – é simplesmente um aviso. Não irei mais divulgá-lo, pois não vai adiantar bosta nenhuma. E, também, não pretendo mais postar aqui enquanto minha internet não voltar – contudo, nada é impossível, e talvez apareça um post aqui uma vez ou outra, mas é melhor não esperar muita coisa. E quando eu/a internet/o blog voltar, arrumarei um jeito de vocês ficarem sabendo, não se preocupem; assim como prometo também que voltarei com o máximo de melhorias, novidades e etc. possíveis ;)
Mas, espero que os posts anteriores compensem o tempo que fiquei/ficarei sem postar, e enquanto isso, sinto-lhes dizer que o It’s From Myself permanecerá trancado...


HP6 -- Confissões de um Fã Demente

Não é novidade pra ninguém que eu sou fã (para uns)/viciado (para outros) em Harry Potter. Isso significa que, obviamente, eu acompanhei tudo em relação ao novo filme bem de perto. Não sei se existe alguém neste mundo que ainda não sabe disso, mas o filme estreiou dia 15 de Julho – estou escrevendo este post dia 16, mas como estou sem net, como vocês sabem, só estou podendo “publicá-lo” agora – e é claro que eu fui assistir na estréia. Pode ser que este post agrade ou desagrade alguém, mas lembrem-se que eu também sou doido por HP, e o que está postado aqui é apenas a minha crítica/opinião sobre o filme ;)

O Antes
A primeira vez que li o livro de Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi em 2006, o que significa que eu tinha dez anos. Vou me controlar para não dar muitos spoilers neste post, por isso direi apenas que, ao contrário de muita gente, eu não chorei no final do livro o.õ Após ler este livro, Draco Malfoy se tornou um de meus personagens favoritos – ao lado de Luna Lovegood, Bellatriz Lestrange, Tom Riddle e etc. Mesmo hoje geral diz que O Enigma do Príncipe é o livro mais sombrio da série, e eu concordo. E eu assumo que este também virou o meu livro favorito da série e um dos favoritos em geral, e nem eu sei direito o porquê.

Mas o que importa é que desde então eu espero ansiosamente pelo filme de O Enigma do Príncipe, apesar de naquela época não ter saído sequer A Ordem da Fênix – e eu confesso que li O Enigma do Príncipe antes d’A Ordem da Fênix, porque eu não achei este na biblioteca da escola na época então peguei o outro o.õ Os meses foram passando e finalmente saiu A Ordem da Fênix. Ok, agora era só esperar mais um pouquinho e finalmente sairia o filme do HPEP...

*
Segui minha vida naturalmente, e os meses foram passando comigo quase esquecendo d’O Enigma do Príncipe. Saiu o último livro do Harry Potter, As Relíquias da Morte, eu li, e quase nada de notícias do filme do HP6. Todos sabiam que o filme seria lançado dia 17 (?) de Novembro de 2008, e o dia foi se aproximando. Esperei ansiosamente enquanto a data ia chegando, embora até então só havia sido lançado alguns poucos pôsteres e um thrailer do filme. E então, eis que surge a notícia, algumas poucas semanas antes d’O Grande Dia: O lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe havia sido adiado para Julho de 2009.

Não sei por quê, mas o choque em mim nem foi tão grande. De certa forma, era como se o HP6 nem estivesse tão próximo assim. Até hoje as causas do adiamento são desconhecidas – embora aqueles que não são TÃO fãs assim digam que foi por causa do filme do Batman (que saiu um mês antes), de Crepúsculo (que saiu um mês depois)... Mas o que importa é que desde então a Warner Brothers caprichou. As Relíquias da Morte começara a ser gravado e o filme ainda não saíra. Contudo, todo dia eram lançadas novas fotos do filme do HP6, algumas dos bastidores, outras do filme em edição final. Choviam pôsteres e as revistas começavam a fazer calendários temáticos já. Thraileres também surgiram aos montes (e eu vi a maioria deles): umas meia dúzia em inglês, alguns em português, exclusivos em Japonês e em Francês... e ainda os Sneak Peaks (?) que tornavam tudo mais esperado.
Não havia um único dia em que não saía notícias sobre Harry Potter. Tanto que um fã clube até mandou uma carta para a Warner Brothers pedindo para maneirar um pouco porque os computadores dos fãs já estavam sem memória e tals. Sei que é a segunda vez que cito essa carta aqui, mas eu realmente achei isso interessante e até li a tradução da carta uma vez, mas nunca mais encontrei ela, por isso, interessados favor pesquisar o.õ Mas voltando ao assunto, a contagem regressiva ia ficando cada vez com números menores, e vou abrir um parênteses nessa parte.

Não sei se vocês repararam, mas quando saiu Harry Potter e o Cálice de Fogo e Harry Potter e a Ordem da Fênix, ninguém divulgou tanto assim sobre os filmes. Não me lembro direito de como foi com Harry Potter e a Pedra Filosofal e com Harry Potter e a Câmara Secreta, mas eu lembro que, pelo menos em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o mundo parou – como era de se esperar – e em todo lugar só se falava do novo filme. Eu tinha oito anos se não me engano, e eu estava realmente doido naquela época. Imagine agora, então, quando o fanatismo cresceu e evoluiu tanto, e eu descobri tantas novas maneiras de ficar sabendo sobre Harry Potter, e a série cresceu e chegou ao seu ápice e desfecho?

Mas, voltando ao assunto, todo mundo hoje em dia sabe que O Enigma do Príncipe é o segundo principal – ou talvez O principal – episódio da série, pois além de ser o penúltimo, nele são revelados muitos segredos (e quando eu digo muitos, são muitos mesmo, eu lembro que fiquei incrivelmente :O quando terminei de ler pela primeira vez) e abre as portas para o desfecho da série, sem falar que reata as correntes quebradas que haviam com os livros primórdios. Se você não entendeu essa parte, vou tentar explicar depois (ou em outro post depois de todo mundo já ter assistido o filme, pois então poderei falar o português claro :B).

E então, neste ápice de loucura e demência, chegou O Grande Dia.
O Depois
Até hoje eu ainda não tinha assistido nenhum filme do Harry Potter no cinema, muito menos uma estréia, e eu havia prometido a mim mesmo que a primeira estréia a que eu iria seria a de algum HP. Em pouco tempo, a série irá acabar, e eu não sei o futuro, então não tenho como saber se teria a chance de assistir a estréia de algum dos Harry Potter e as Relíquias da Morte (não sei se eu já disse isso, mas o último livro vai ser adaptado para dois filmes, cujo um estreiará dia 17 de Novembro de 2011, e o outro no meio do ano de 2012 (que dizem ser o ano do fim do mundo, e mesmo que não seja, para mim e muitas outras pessoas será mesmo, se é que você me entende...)).

Eu estava morrendo de vontade de ir no banheiro quando o filme finalmente começou, no cinema, com aquela musiquinha maisdoqueemocionante da PlayArte, mas eu aguentei firme nessas 2 horas e meia! \o Eu praticamente não pisquei, e eu realmente estava reparando em cada detalhe – até no fato de o All Star do Harry ser igual o meu e ele ter uma fitinha no pulso vermelha igual a minha – do filme. É claro que, quando se deve assistir um filme que já tem o livro, não se deve esperar que o filme seja exatamente como no livro. O importante mesmo é que a história do filme faça sentido o suficiente a ponto de alguém entender o livro sem precisar lê-lo. Em outras palavras, o diretor pode fazer o que quiser no roteiro, contanto que esteja passando a sua mensagem (não me entendam mal, por favor, leiam essa parte trezentas vezes e reflitam antes de me xingar, porque eu não sei explicar mesmo o.õ). Na verdade, ninguém diz que está fazendo um filme de tal livro, mas sim um filme baseado em tal livro (pode procurar no rodapé do seu dvd ;x), o que significa que eles estão pegando a base da história, e não o kit completo dela.

Resumindo, o que eu acho mais importante nessas situações é que o diretor pegue o cenário, os personagens, o clima e tals do filme de uma maneira bem parecida com os dos livros. Porque, reflitam comigo: se tudo isto bater com o do livro, você vai sentir que parte da sua imaginação está sendo realizada. Não sei explicar essas coisas com palavras, mas pensem: imagine se Harry Potter fosse feito num lixo de cenário, com uma produção pequena, atores ruins que nunca leram os livros, e/ou o transforme num filme infantil (embora um bando de fdps por aí realmente ache que HP é infantil, mas não vou discutir isso agora). É, não seria legal, não é? Mas então, agora vou falar melhor sobre o filme.
De certa forma as bases de Harry Potter e o Enigma do Príncipe são:

- O caos no mundo bruxo, devido à volta de Lord Voldemort;
- A missão dada a Draco;
- O passado de Lord Voldemort;
- O livro do Príncipe Mestiço;
- As confusões de sempre entre os alunos;
- Os detalhes que mais tarde se tornariam cruciais para o final do HP7;

Eu acho que David Yates pegou bem a base de O Enigma do Príncipe, sério. Corrijam-me nos comentários se há algo de errado na lista que eu concerto, ok? ;) Mas agora vou explicar como cheguei à minha conclusão.

O primeiro item foi pego maisdoquebem, já que logo na primeira cena há um ataque dos Comensais da Morte à ponte de Brockdale. Apesar de terem cortado o primeiro capítulo do livro, cujo no qual o novo Ministro da Magia (que também foi cortado) foi visitar o Primeiro-Ministro trouxa, havia dois detalhes neste mesmo capítulo: o Primeiro-Ministro não parava de reclamar que o mundo estava um caos, e que um furacão imprevisto acabara de pegar a cidade de jeito, e que uma ponte ruíra do nada, embora ambos os casos tenham sido obras dos Comensais da Morte. Durante o livro eles ainda citam duas mortes misteriosas (a da juíza do julgamento de Harry n’A Ordem da Fênix e uma outra mulher que me esqueci quem é o.õ) que eu acho que seria interessantes eles apenas citarem no filme, mas eu os desculpo. Afinal, a cena da ponte foi muito boa (embora eu ache que merecia uma trilha sonora mais interessante nessa parte), e apesar de todos os cortes, eles compensaram no ataque à Toca (uma cena nova), que foi tocante. Na verdade, eu achei essa cena mais triste do que a cena mais esperada do final do filme. Eu só me pergunto o que farão n’As Relíquias da Morte já que havia um ataque previsto para a Toca em uma das cenas mais importantes do início do livro, mas já que ela não existe mais... e o que acontece com os Weasley a partir de então, também?

A ida ao Beco Diagonal deu uma reforçada na ideia do que está acontecendo ao mundo bruxo. Na verdade, me deu uma aflição na cena de Harry, Rony e Hermione andando no Beco, completamente vazio e sombrio... afinal, não é muito legal ver isso quando estamos nos lembrando das idas ao beco no HP1 e no HP2. Sem falar de que durante o filme inteiro havia uma sensação de tensão incrível (que era exatamente como deveria ser): o tempo sombrio, a escola quase vazia, e o “silêncio” das trilhas sonoras, cujo mais uma vez não sei explicar...
Já no segundo item eu acho que prestaram atenção até demais. O tempo todo o filme era interrompido com cortes de Draco Malfoy, seja visitando o Armário Sumidouro ou triste pelos cantos. Na verdade, parecia que estavam tentando transformá-lo no personagem principal da história. Ok, eu adoro este personagem, ele é essencial neste HP, e achei necessário prestarem mais atenção nele neste filme, já que nos outros ele foi ficando esquecido, mas sei lá, tanta invasão na privacidade dele tão repentinamente chega a ser assustador. Mas uma coisa que eu não gostei é que já na metade do filme todo mundo já sabe que ele virou um Comensal da Morte e da missão que Voldemort deu a ele, enquanto no livro isso só é revelado no final. E outra coisa assustadora em relação a ele, é que parece que o Harry passou o ano letivo inteiro pensando em ninguém mais, ninguém menos que o próprio Draco – pensem o que quiserem, mas eu não disse nada muito incriminador ;x

Agora no terceiro item, eu acho que pisaram um pouco na bola. No livro há um bando de lembranças: a de quando Mérope, a mãe de Voldemort, se apaixona pelo pai deste; a de quando Tom Riddle foi pedir um emprego em Hogwarts; a do proprietário da loja Borgin e Burkes; a da taça de Hepzibá Smith, etc. Todas essas memórias não foram para o filme. Na verdade, de todas elas só foram duas que eu não citei: a de quando Dumbledore foi buscar Tom Riddle no orfanato para levá-lo a Hogwarts (uma cena meio Hagrid & Harry em HP1), e a falsa e a verdadeira lembrança de quando o mesmo garoto, alguns anos depois, pergunta ao Profº Slughorn o que é Horcrux (aliás, a pronúncia verdadeira é ‘Órcrux’, para quem não sabe; eu lia ‘Orcrúche/Orcrúx’, mas aposto que não fui o único que errei :B). E além disso, as únicas Horcruxes citadas foram o diário, o anel (cujo eu acho que deveriam ter chamado mais atenção para (Obs.: eu não encontrei nenhum risco na pedra do anel, citada pelo avô de Voldemort, que simboliza a família Peverell)) e o medalhão. Contudo, algo me diz que o diretor vai aproveitar o espaço dos filmes d’As Relíquias da Morte para explicar melhor sobre cada uma das Horcruxes – ou pelo menos assim espero –, embora eu ache que ele poderia ter trabalhado melhor nas explicações de Dumbledore a respeito delas.

Para o quarto item fora chamada a atenção necessária, ou melhor, de uma maneira semelhante a de como acontece no livro, embora no filme tenha parecido mais com comédia do que com o drama feito no livro do HP6. No livro, Rony está empolgado com o Príncipe Mestiço, Hermione com uma pontada de inveja e preocupação, e até mesmo a Gina se preocupa com o livro de Estudos avançados no preparo de poções. Houve uma cena que eu achei interessante da última no livro, cujo ela alerta Harry para ele tomar cuidado para não ser possuído por um livro, como ela, e no filme houve uma cena em que essa parte poderia ter sido muito bem encaixada – ou seja, a cena em que a Gina rouba o livro da mão do Harry –, contudo, não foi dessa vez. Mas, apesar de eu achar que esse ponto da história merecia um pouquinho mais de drama e eu não ter gostado da maneira como o Príncipe Mestiço se revelou no fim, é como eu disse: pelo menos chamaram a atenção suficiente para o Príncipe.
O quinto item no HP6 fora o amor. Eu já estava avisado de que David Yates ia pegar mais o lado amoroso neste episódio, mas ainda assim haviam algumas surpresas. Na verdade, eu acho que até mesmo nesse ponto ele chamou mais atenção a apenas uma coisa: o trio Hermione-Rony-Lilá. Até o fato de Harry ter começado a se apaixonar pela Gina ficou meio de lado. Tudo bem que no livro este segundo tópico fica mais subliminar que o primeiro, mas havia uma cena que eu gostaria MUITO que tivessem posto no filme, e que eu achava que seria posto mesmo: a primeira cena do capitulo A Vidente Entreouvida, quando estão Harry, Gina, Hermione e Rony sentados no salão principal comendo e a segunda fala sobre a tatuagem do primeiro e do último. Não vou dizer mais que isso para deixar quem ainda não leu curioso, mas eu acho que essa cena seria boa pra mostrar a confusão que estava acontecendo na cabeça do Rony em relação ao fato de seu melhor amigo estar namorando com a sua irmã. Mas voltando ao assunto do trio Hermione-Rony-Lilá, eu acho que pegaram essa parte de uma forma legal: Lilá odiando Hermione e se apaixonando por Rony, Hermione odiando Rony e Lilá, e Rony sem entender bosta nenhuma. Hermione também sempre percebeu que Harry gostava da Gina, e Harry percebia que entre Hermione e Rony rolava algo, mas no livro isso ficava meio sutil, coisa que não dá para fazer em filmes. Ou seja, este item também foi colocado de uma maneira necessária, já que em As Relíquias da Morte não vai dar pra chamar tanta atenção nesse assunto, e apesar de tudo, a parte mais engraçada do filme se encontra aí.

E por fim o último item. Como eu já disse, n’O Enigma do Príncipe há muitos detalhes que abrem as portas para As Relíquias da Morte. Na verdade isso não acontece apenas neste livro, mas como a última parte da série ainda não havia sido lançada quando todos os outros filmes foram lançados, muitos filmes cortaram detalhes importantes, e eu acho que o HP6 fora meio pressionado por causa disso. Resumindo, sobrou para David Yates, pois além de ele ter tido que arrumar espaço no filme para TANTO material, ainda vai ter que concertar a merda feita anteriormente nos próximos filmes. Sendo assim, eu não vou culpá-lo por faltar alguma coisa – nem tudo foi culpa dele – e, na verdade, eu diria até que Harry Potter e o Enigma do Príncipe é um filme de detalhes: para se assistir atentamente, prestando BASTANTE atenção e, obviamente, mais de uma vez. Depois, leia os livros, assista o filme de novo, e você entenderá o que eu estou dizendo ;)
Bom, eu já postei minha conclusão sobre a base do HP6, agora cabe a vocês chegarem a conclusão que quiserem. Agora vou apenas colocar mais uma coisinha sobre a minha opinião em relação ao filme... ;)


Melhores Pontos / Pontos Fortes: O filme está com um clima bem tenso e sombrio, exatamente como no livro. Como todo mundo já está careca (ou quase... ou não) de saber, é notório que tanto os personagens, quanto os atores e os fãs de Harry Potter (de verdade) cresceram todos juntos, o que é uma “novidade” no mundo do cinema/literatura. Não sei se vocês tiveram/terão a mesma impressão que eu, mas parece que David Yates meio que fez uma “brincadeira sentimental” com isso no HP6. A história em si já causa uma sensação estranha, mas essa estranheza fica ainda mais estranha no filme, porém de uma forma bem sutil. Por exemplo, o quadribol está de volta, coisa que não ocorria desde O Prisioneiro de Azkaban, mas os jogadores não são mais os mesmos; Wood não está mais ali; Fred e Jorge também não, e no lugar deles os Weasleys jogadores são Rony e Gina; os jogadores parecem que estão prontos para se matar, e estes parecem não ter menos de quinze anos; a platéia também está gigante, e é estranho também ver a Hermione ali, torcendo, sozinha (já que Rony e Gina também estão jogando) e talz. A cena do Beco Diagonal também é bem angustiante pelos motivos que eu já falei, e dá para perceber a intenção do diretor quando Hermione entra no Olivaras e diz algo como “Eu não acredito! Todo mundo comprava varinhas aqui...” – isso te lembra algo?. As cenas de Draco também são uma depressão constante, e eu não vi nem sinal de Crabbe e Goyle perto dele. Há mais um bando de exemplos que eu precisaria ficar um bom tempo explicando de uma maneira clara para todos entenderem, mas tenho que falar sobre os outros pontos fortes do filme, por isso vou encerrar com um outro sinal que reforça o que eu estava dizendo. Este ocorre no final do filme, quando Harry e Dumbledore se encontram pela última vez e a primeira coisa que o último diz é que o primeiro precisa fazer a barba. Dumbledore começa então a falar sobre o quanto Harry cresceu e tals, o que confirma o que eu havia pressentido desde o começo do filme.
Outros pontos fortes são os de que David Yates parece realmente gostar do que está fazendo. Certa vez ele disse que, quando nos envolvemos com Harry Potter, é impossível não se familiarizar (ok, eu tenho quase certeza que errei a palavra que ele usou, mas procurarei depois. Entre todas cujas quais eu estava na dúvida, a que mais se encaixou/fez sentido foi essa o.õ), e pelo jeito, ao contrário dos outros diretores, ele não está fazendo a coisa como um trabalho, ou “como deveria ser”. Dá pra perceber que ele tem feito o possível para que o filme fique com uma atmosfera mais ou menos como a dos livros, ou seja, meio sutil e espontâneo, mas ao mesmo tempo com um drama e magia realista (se você não entendeu, desculpa, mas isso é uma coisa que realmente não dá para explicar...). Tanto que ele é o que mais faz/fará/fez filmes do Harry Potter, já que ele fará quatro e até hoje o diretor de HP que mais fez filmes deste foi o Chris Columbus, que não dirigiu mais do que dois (HP1 e HP2). Mas o que eu quis dizer mesmo puxando tanto o saco do David Yates é que há coisas legais que ele não colocou em A Ordem da Fênix mas fez isso em O Enigma do Príncipe, como o Rony dizendo que deveria odiar qualquer um que namorasse sua irmã, os óculos 3D de Luna, a referência a Regulus Black, etc. Além disso, eu não preciso nem falar que os atores de Harry Potter são ótimos (tirando o Daniel [/ignorem]), assim como os efeitos audiovisuais extremamente convincentes e todo o resto, preciso?

Piores Pontos / Pontos Fracos: Como eu já disse, a trilha sonora não é muito boa. Eu realmente adoro o cara que sempre cuidou dela nos filmes do Harry Potter, cujo o nome me foge da mente agora, mas poderia ter sido melhor. Isso significa, é claro, que as musiquinhas deixaram a desejar, principalmente, nas cenas de ação. Apesar de não parecer quando assistimos a algum filme, a trilha sonora é extremamente importante – imagine aquele clímax intenso e foda sem aquela músiquinha que te fez pular da cadeira no cinema? Ou seja, silêncio... – E por falar em clímax, o de Harry Potter e o Enigma do Príncipe também deixou a desejar. O porquê? Para começar, no livro, quando Harry e Dumbledore voltam para Hogwarts, o segundo está quase inconsciente e o caos já está começando na escola, e logo após um famoso assassinato, a escola está caindo aos pedaços e todos os alunos e professores estão acordados lutando contra centenas de Comensais da Morte. No filme, porém, Dumbledore está quase completamente consciente e os Comensais da Morte fogem de boa, sem ninguém para impedir-lhes pois a escola inteira está dormindo. E quando Bellatriz bota fogo na cabana de Hagrid, a cena ficaria bem melhor se Hagrid estivesse lá dentro e Canino latindo, doido para sair – como no livro. Mas isso não acontece porque ele, como todo mundo, está abaixo da Torre de Astronomia descobrindo sobre o assassinato que acontecera há segundos. Contudo, se todo mundo chegou lá tão rápido, por que ninguém pensou em deter os Comensais da Morte? E por falar no assassinato, acho que poderiam ter dado uma ênfase na trilha sonora nele também – algo como uma música lírica enquanto a pessoa que acabara de morrer é jogada para trás e cai da torre, e então a música iria sumindo e mostrar um take de um ângulo em que desse para ver a torre inteira e a sombra do corpo caindo dela, até ir parar no chão (a música já teria chegado ao silêncio nessa parte) com um baque surdo. Mas calma gente, isso é só a minha opinião ;x

Mas deixando o final de lado um pouco, outra coisa que eu não gostei no filme é o tempo desperdiçado. Poderiam ter usado o tempo da cena da destruição da Toca, assim como algum dos cortes do Draco, para colocar alguma outra lembrança sobre o passado de Voldemort, que afinal é bem mais importante para a série do que esses dois. E eu acho que também focaram demais no Profº Slughorn e, no lugar da lembrança falsa dele, poderiam ter colocado alguma outra – mas, como eu disse, essa é apenas a minha opinião e, assim como espero que vocês a aceitem, também aceitarei a de vocês nos comentários ;D. E apesar de tudo, poderiam ter chamado mais atenção no Profº Snape (colocar alguma aula dele, por exemplo), mas se a questão for tempo, acho que foi melhor assim...
Maas, vou calar a minha boca aqui antes que vocês achem que Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi uma bosta. Muito pelo contrário, ficou muito bom³, apesar de este ser o filme mais diferente de todos os outros Harry Potteres, mas até aí o livro também é. Mas, é como eu disse, O Enigma do Príncipe é um filme de detalhes (apesar de terem se esquecido do detalhe do diadema na Sala Precisa ;x), então, SEE ! ;)