Juventude à Flor da Pele (Skins)

12 de fev. de 2010

Ok, eu sei, tava demorando pr’eu falar de Skins aqui no blog. Mas achei que não haveria momento melhor pra isso. Na verdade, eu pretendia falar de Skins ontem aqui, mas devido a problemas com a internet... não rolou. Sendo assim, contentem-se com isso.

Você já ouviu falar de Skins – Juventude à Flor da Pele? Aposto que não. Ok, eu também nunca tinha ouvido falar até ganhar TVA e começar a viver mudando de canal o dia inteiro e, na maior parte das vezes, ver lá escrito: “Juventude à Flor da Pele”. Ignorei. Certo dia, eu estava fazendo não-me-lembro-o-quê, e eis que minha mãe grita: “DUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNHO, VEM CÁ. Rápido.”. Eu fui. Quando chego onde ela estava (no quarto dos meus pais, único lugar que tinha TVA ._.), ela: “Ó, esse filme parece ser meio que do tipo que cê gosta”. Olhei pra TV e lá estava a Kaya Scodelario numa festa do pijama, tirando a camiseta e o Jack O’Connell olhando pela janela. Fiquei alguns segundos assistindo, depois ignorei e saí.

Alguns dias depois, estava eu mudando de canal compulsivamente e, mais uma vez, vi escrito ali: “Juventude à Flor da Pele”. Estava numa cena um tanto mais interessante: a Kaya Scodelario drogada, andando pela floresta, quando de repente, aparece a Megan Prescott. As duas brigam e a última leva uma pedrada daquelas. Assisti esse episódio até o fim. E gostei. Bastante. Confesso que comecei a assistir quando notei o quanto a Kaya é gata³³³. E ela (ou melhor, o personagem dela –Q), não era só gata. Era gata, tinha personalidade e sabia se vestir. Pois é, hoje em dia isso é mais raro do que vocês imaginam.

Comecei a acompanhar toda semana – e toda semana meus pais me perguntavam que filme era aquele que eu tava assistindo. Será que ver os personagens toda semana não basta pr’eles entenderem que não é um filme, e sim, uma série? Vai entender...

Pouco tempo depois, começou a passar a primeira temporada na VH1. Eu assistia uma temporada num dia da semana, e no outro, na HBO Plus, a outra o.õ Fiquei meio decpcionado ao descobrir que a primeira e a segunda temporada não eram com os mesmos personagens da terceira. Mas enfim, um dia ambas acabaram e eu ganhei internet. Comecei a pesquisar, viciei, assisti a 2ª temporada, terminei, recomecei a assistir a 3ª temporada recentemente e agora estou fazendo este post. Mas agora vou explicar melhor como funciona pra vocês entenderem.

Ok, até hoje você achava que série como Gossip Girl e Laguna Beach retratava, de forma real, o mundo adolescente, correto? Mas isso foi até hoje. Vi nos comentários d’um site sobre séries um cara que disse exatamente isso, mas com outras palavras, sobre Skins. Esse era só o começo, e achei que realmente foi um bom modo de começar a explicar como é Skins. Achei melhor falar sobre isso aqui, já que minha introdução não foi original. Mas então, continuando:

Isso foi até hoje. Na minha opinião, os adolescentes de Skins botam os riquinhos da elite de Manhattan no chinelo. Começando pelo fato de que, pra começar, apenas atores com a idade dos personagens (os principais, lógico – ou seja, os adolescentes) podem interpretá-los – ou seja, não é como Malhação, que tem uns caras de 20-e-tantos pagando de 15. Em segundo lugar, os personagens de Skins são reais e com mais personalidade do que a sua vizinha, coisa que é raro de se ver hoje em dia. E em terceiro lugar, os temas são fortes e chocantes – por isso é famoso e polêmico na Europa. Mas agora vou explicar o porquê.

Skins foi criado pela dupla Bryan Elsley e Jaime Brittain. Os episódios da 1ª temporada foram escritos pelos dois, Jack Thorne, Ben Schiffer e Simon Amstell. Ida ao ar em 2007, contava com o elenco de Nicholas Hoult, April Pearson, Mike Bailey, Hannah Murray, Joe Dempsie, Larissa Wilson, Mitch Hewer, Dev Patel (sim, o protagonista de Quem quer ser um milionário?), e Kaya Scodelario, interpretando Tony Stonem, Michelle, Sid, Cassie, Chris, Jal, Maxxie, Anwar e Effy, respectivemente. Havia também participações de Georgina Moffat, como Abigail.

Logo no começo, já se falava de temas e personagens com problemas como manipulação; a garota que sofre porque todos pensam que só porque é bonita, ela é burra como uma porta – sendo que na verdade ela inteligente, e muito; o gay apaixonado pelo melhor amigo; o garoto abandonado pelos pais e viciado em drogas; a garota que carrega o mundo nas costas, porém ninguém gosta dela e mal nota sua presença – sendo assim, ela se torna bulímica; a talentosa musicista que se finge de durona e faz o possível pra transparecer que não liga o mínimo para o fato de ser negra; o muçulmano; o garoto apaixonado pela namorada do melhor amigo e cujo os pais pensam que ele é um lixo; e a garota quietinha que foge de casa de madrugada pra ir pra balada se drogar...

Pois é, isso é só o começo. Não citei o nome de qual personagem faz o quê pra não estragar a surpresa. E deve ser mais divertido assistir a série depois desse post, já que aos poucos você vai descobrindo qual é o quê. Mas continuando...

A dupla pai e filho (Bryan Elsley e Jaime Brittain) decidiram que duas temporadas bastam para que se conheça cada um dos personagens, e se aprofunde o conhecimento sobre eles. A 2ª temporada, exibida em 2008, foi roteirizada pelos dois, Jack Thorne, Sally Tatchell, Ben Schiffer, Lucy Kirkwood e Daniel Kaluuya. O elenco é o mesmo, tirando o fato de que Georgina Moffat apareceu BEEEM menos, substituída por Aimee-Ffion Edwards, que interpreta Sketch. Com isso, sendo que a 1ª temporada tivera 9 episódios, esta passa a ter 10.

Nessa temporada, vemos de forma um pouco mais clara como é o preconceito contra os gays, e que a opção sexual deles não os impedem de que garotas se apaixonem por eles; devido há um acidente em um dos últimos episódios da temporada anterior, um personagem importante começa a ter problemas com deficiência mental; após alguns conflitos, um personagem completa e loucamente apaixonado final mente consegue começar a namorar com seu amor – e seu posto de louco apaixonado é roubado por outra garota, filha de uma deficiente física; alguém continua tendo problemas não apenas com a mãe e seus namorados, mas dessa vez com a filha destes também; o pai de alguém morre; um dos personagens principais também morre; alguém começa a falar e resolver os problemas dos idiotas ao redor; alguém que nunca imaginaríamos que faria uma coisa dessas, engravida...

E todos, no fim, seguem seus caminhos separadamente. Afinal, é o último ano deles na escola. Nostálgico.

E devido à decisão de Bryan Elsley e Jaime Brittain, o elenco inteiro muda pra 3ª temporada – quer dizer, quase inteiro. A única atriz a continuar é Kaya Scodelario, que continua interpretando Effy – já que, sendo que na 1ª temporada esta tinha 14 anos, finalmente chegou “a geração dela”, e ela deve continuar. Afinal, Effy ainda não tem 18 anos – e a série retrata sobre adolescentes, e a essa altura todos os personagens antigos já seriam maior de idade.

Os roteiros ficam por conta da dupla, Daniel Kaluuya, Georgia Lester, Bem Schiffer, Atiha Sen Gupta, Lucy Kirkwood e Malcolm Campbell. O elenco fica por conta de Jack O’Connell, Luke Pasqualino, Ollie Barbieri, Megan Prescott, Kaya Scodelario, Lisa Backwell, Kathryn Prescott, Lily Lovelles e Merveille Lukeba, interpretando James Cook, Freddie, JJ, Katie, Effy, Pandora, Emily, Naomi e Thomas, respectivamente.

E o que há de novo? Bom, exibida em 2009, desta vez a série está bem mais dramática e os clímax dela não são sempre em baladas, como nas das temporadas anteriores – aliás, confesso que é minha temporada preferida. Tudo começa por um trio de amigos inseparáveis que se apaixonam pela mesma garota, e os três têm personalidades completamente diferentes – um é completamente bruto, ativo e viciado em sexo, o outro é tímido, gosta de truques de mágica e, por mais incrível que pareça, tem problemas pra controlar raiva, por isso tem que tomar montes e montes de remédio, e o último, é o todo “certinho” que fuma maconha; há um romance lésbico no decorrer da história, e que ganha grande repercussão; há a garota que sofre devido ao egoísmo e mania de chamar atenção da irmã; há personagem politicamente correto dessa vez (\o); há alguém com problemas pra se adaptar, já que veio de outro país; e há também um personagem que vimos por apenas um episódio na temporada anterior, que volta, se apaixona, e sofre por se deixar levar demais pelas influências de seus amigos...

Enfim, todos sofrem por algum motivo. E todos se apaixonam por alguém, querendo ou não. É claro que tudo isso gera bastante drama ao longo da série, mas os dramas instantâneos (que vemos por apenas um ou alguns episódios), tenho que dizer, são os melhores. Vale a pena! ;)

Não sei se vocês perceberam, mas em algum momento (já nem lembro mais onde) desse post, eu disse que essa era a melhor época para falar de Skins. Deduziram o por quê? Sim, a 4ª temporada está sendo exibida esse ano! Estreiou dia 28/01/10 e ontem foi lançado o 3º episódio. Ainda não assisti e nem fui em busca de spoilers, já que vou esperar saírem mais episódios, assim posso assistir um por dia – como venho feito com as outras temporadas. Porém, pelo que eu soube, o formato está completamente diferente (pelo menos isso é o que podemos ver nas fotos promocionais), e a série ainda mais dramática. Não tenho certeza e nem muitas informações sobre ela, apenas que há novidades (dã), o elenco é o mesmo da temporada anterior, menos episódios (apenas 8, sendo que da última foram 10), e os roteiristas são a dupla de sempre, Ed Hime, Bem Schiffer, Georgia Lester, Sean Buckley e Lucy Kirkwood.

Para quem quiser ver os episódios de qual uma das temporadas, confiram o SkinsBrasil , aproveite e dê um tour pelo site, ele é cheios de informações e notícias diárias sobre Skins. Enfim, fikdik ;)

(Primeira Temporada, acima)

(Segunda Temporada, acima)

(Terceira Temporada, acima)

(Quarta Temporada, acima)

Obs* Quando fui pesquisar as fotos para este post, não consegui escolher apenas algumas. Era uma mais linda que a outra, então decidi postar mais algumas aqui - e olha que nem são as melhores! ;*

Caucasianismo? Negrismo? Racismo? Onde nasce o preconceito?

10 de fev. de 2010

OBS: Este post pode ser considerado ofensivo a algumas pessoas. Entretanto, esta não é a intenção. A intenção deste post é expressar minha opinião e atenuar o preconceito antirracional - ou melhor, qualquer tipo de preconceito - , apenas.
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E desde o comecinho³³ de Janeiro não se fala em outra coisa senão o Big Brother Brasil 10 – e você que achava que havia conseguido se livrar disso. Pior, e você que achava que isso era uma merda e agora se pega comentando sobre a nova casa com o pessoal da escola/trabalho/qualquer lugar. Pois é, quanto pior uma coisa é, mais chances d’ela virar chiclete – KLB, Felipe Dylon, NxZero... foram bons exemplos disso /táparey.

E não sei se você assistiu ao BBB ontem, 9/02/10 – ok, eu sei que você assistiu. Quem perde um paredão do BBB? Mas enfim, continuando... sabendo que você assistiu ao paredão do BBB ontem, suponho que você saiba que o eliminado (com 58% dos votos –q) fora Uilliam. Ok, grande bosta, como se valesse a pena fazer um post só sobre isso – mas não é bem isso. Logo abaixo eu explico o motivo do post.

Acontece que, desde o começo do BBB, basicamnete 103% das coisas que Uilliam dizia era sobre seu orgulho por ser negro e o preconceito que muitas pessoas tem com isso. Ok. Conforme o programa foi passando, começara uma certa história de que a outra BBB, Fernanda, seria “racista”, apenas porquê ela nunca se senta ao lado dele e opta por estar sempre longe dele e tals – pois é, nada a ver com o fato de ele ser uma pessoa completamente desagradável...

Porééém, desde a primeira vez que ele citou isso, percebi uma coisa. Se for pra dizer quem é negro e quem não é, ele não era o único negro da casa – Ana Marcela também era. E eu não ouvia a Marcela ficar caçando assunto em relação a isso. E só eu percebi que em todas (ou pelo menos a maioria) das vezes que ele aparecia, ele estava sempre estressado ou brigando com alguém? Será que ele não pretendia “sensibilizar” (falta de palavra melhor) o público para fazer com que todos votassem nele para ter o primeiro ganhador do BBB negro? Maybe, mas isso deixou-me meio intrigado e com vontade de fazer um post sobre um assunto que me deixa intrigado² há séculos. Afinal, de onde vem o preconceito?

Vou começar pelo começo: todos dizem que preconceito contra negro é “racismo”, mas essa palavra por si só já não é preconceito? Afinal, pra mim, uma pessoa que chama a outra de racista, é porquê provavelmente ela própria já está dividindo a sociedade: por raças. Mas ser humano não tem raça. Ser humano tem etnia. E como seria um anti-negro então? Um caucasianista? Se bem que, a maior parte das pessoas que conheço que reclamam de caucasianismo são “negristas”, do tipo que estão sempre preferindo os negros aos brancos ou coisas do tipo. Mas para o preconceito de “brancos” contra negros acabar, não é preciso acabar também o preconceito de negros contra “brancos”? Como você espera que alguém se aproxime, se interesse por você, se você mesmo não deixa, fica só se trancando entre os que você diz que são iguais a você? Iguais por quê? Por causa da pele e não por causa das opiniões e mentalidades? Ah é, só quem não tem cérebro pra agir assim mesmo, suponho.

Agora outra coisa que me intriga: não existem negros. Não existem brancos. A pele mais próxima do branco que já conheci é chamada de “pálida”, que se você procurar no dicionário, significa “descorado”, “sem cor”. A definição de “sem cor” está mais próxima de “transparente” do que de “branco”, pra quem não sabe. E a cor de todo negro é marrom, na verdade. Até os mais escuros³, se você for reparar.

E há mais: preconceito não é coisa só contra “negros”. Gordinhos também sofrem preconceito. Gays também sofrem preconceito. Você costuma gostar daqueles gordinhos que, a cada 10 palavras, 35 delas são “Eu tô muito gordo/a, baleia assassina, preciso emagrecer... MUITO! D:”? Claro, depende da situação, mas aposto que na maior parte dela a resposta é “não”, correto? Betty Dito é gordinha e nem por isso fica se martirizando – ela simplesmente vai e faz tudo o que acha que está faltando pros gordinhos. Uma marca de roupas “estilosas” (ou seja, à la ricos e famosos –q), por exemplo. Isso pra provar que os gordinhos não tem que ficar só usando aqueles vestidos floridos horríveis da tia-avó. Isso pra provar que, se você está inconformado com algo, não culpe ou mande os outros fazer. Faça você mesmo!

E os gays. Falou a palavra “preconceito”, isso é praticamente a primeira coisa que vem a cabeça. Não sei se você já percebeu, mas a maior parte dos gays (ou todos, sei lá; tenho medo de dizer a palavra “todos”, posso me arrepender depois –QQ) é feliz do jeito que é, tem amigos gays e heteros e... enfim, é lógico que eles também se irritam com preconceito, mas já reparou que a maior parte deles pensa tipo: “bom, melhor pra mim. Pelo menos não tem que viver com uma pessoa detestável como essas” / “tá achando ruim commigo? pior semmigo.”. E nem precisa citar celebridades admiráveis gays né? Elton John, por exemplo. Cazuza, outro exemplo (embora haja uma controvérsia sobre se o Cazuza era gay ou bi, mas enfim, já deu pra você entenderem o que eu tô querendo dizer né?)

Beyoncé Knowles (a mulher do ano de 2009), Jimi Hendrix, Betty Write... são apenas alguns nomes de grandes famosos “negros”, entre outros.

Mas enfim, acho qu’eu já disse o que tinha pra dizer. Na verdade, tudo o que eu quero dizer é para as pessoas pararem de preconceito contra si mesmas e reparar em outras coisas como uma boa mente e tals antes de reparar na cor da pele de uma pessoa ou não. Ok, preconceito existe sim, mas não está em tantos lugares quanto você pensa. Se baixar a guarda, vai perceber isso também ;)

It's From Myself

9 de fev. de 2010

Há coisas que eu não entendo. Como, por exemplo, eu mesmo – e aposto que isso acontece a todos vocês também. Quer dizer, somos TÃO complexos, mas TÃO complexos, que quando pedimos para alguém se descrever em uma frase, poucas pessoas conseguem – e a maior parte delas não são sinceras nessa escolha, fikdik.

E foi pensando nisso que, então, eu decidi fazer um post sobre o quanto eu não me entendo.


Vou começar falando sobre o título desse blog – que, por um acaso, decidi que seria o título desse post também. Não sei se você sabe (vai saber...) mas “It’s From Myself” significa “É de mim”, e esse nome tem toda uma história, até. Por isso, vou começar do começo.

Lá estava eu, no começo do ano passado, decidindo fazer um blog. Mas primeiro, precisaria de conteúdo e, principalmente, um nome para um blog. Um nome que o descrevesse bem como ele fosse. Um nome sincero, espontâneo, e... enfim, ali estava eu, ligando o computador enquanto passava o clipe de The Fear da Lily Allen na TV. E eu, nem um pouco cheio de Toc’s, tenho a mania de querer ver o nome da música, do artista e do álbum no mínimo tanto no começo quanto no final de cada clipe – principalmente os legais – que eu vejo. E lá estava, o nome do cd da Lily Allen: “It’s not me, it’s you”. E eu, nem um pouco esquizofrênico, respondi, do nada: “Yeah, it’s from myself” (“Yeah, é de mim”, mas não no sentido de “Isto veio de mim” mas sim de “Pois é, fui eu que fiz isso mesmo”, “Isto é próprio/típico de mim”).

De repente eu olhei pro computador, arregalei os olhos e...

“Yeah, IT’S FROM MYSELF!”

É, agora eu tinha um título para o meu blog. Um título que o descreveria – e descreve, até – bem como ele é: típico de mim. Só faltava começá-lo.

O resto é história – e pode ser encontrada clicando ali do lado, em “Arquivo”, fikdik ;D


Mas então, voltando ao assunto, o que nos define quem somos?

Vou dar um tempo para que reflita.


Nós mesmos, oras.

Eu acho pura hipocrisia pessoas que tentam se definir por meio de frases de efeito ou qualquer outro tipo de “exibicionismo”. Fala sério, nós somos muito ocultos. Vira e mexe descobrimos novos lados nossos que nem nós mesmos conhecíamos. Compare-se com a dois anos atrás, por exemplo. Você mudou, com certeza. E muito.

Mas tem uma coisa que eu não gosto nessa história de “compare-se com a X tempo atrás”: todo mundo diz que evoluiu, amadureceu, a mentalidade mudou e blablabla. E, se você for reparar, as pessoas que costumam dizer isso são justamente as que ficam chamando os mais novos de infantis, esnobando-os e tals. Não, eu não acho que isso é amadurecer.

Até porque, eu pensava de forma parecida, até uns três anos atrás, quando “entrei para o mundo”. Eu era simplesmente um pontinho novato numa multidão mais velha. E tudo o que eu dizia ou pensava, era recriminado por causa da idade e tals. E tudo o que eu dizia era que idade não é documento (e mais algumas ofensas também). Agora que eu tenho, supostamente, idade o suficiente para pensar o que eu pensava naquela época, costumo me comparar a três anos atrás, e cheguei a uma conclusão:


Minha mente não mudou. Nem a das pessoas ao meu redor. O que mudou foi a atitude, as experiências e, talvez, o modo de encarar as coisas, mas meu modo de pensar não. A mente nunca muda.

Uma vez moderno, sempre moderno. Uma vez chato, sempre chato. Ou, como diria a nossa querida música do Paramore: “Once a whore, you're nothing more, I'm sorry that'll never change” ;x

O que muda são as pessoas ao nosso redor, os cenários, as situações, as rotinas e etc. Mas a mente não muda. Quem muda somos nós.


E eu falei falei e falei e não falei do que iríamos falar nesse post – pra variar. O que nos define, afinal de contas? Na minha opinião, é a expressão.

Se nos fechamos em conchas, num cantinho por aí, com roupas, modo de andar e etc. completamente discretos, as pessoas nunca vão nos notar. E, se nos notarem, vão simplesmente pensar que não somos muito “receptivos” e acabar se afastando de nós. Elas raramente te relacionarão a timidez ou algo do tipo.

E é aí que a Arte entra em ação, o marketing pessoal e tals. Para começar, a primeira maneira de mostrar ao mundo quem você é com o seu estilo, roupas e tals. Mas essa parte acho melhor deixar para explicar melhor em outro post, né? Afinal, esse já está ficando giganteessco.

Mas, resumindo de forma bem resumida, quando você estiver satisfeito(a) consigo mesmo(a) na primeira parte, já vá correndo para a segunda: seu jeito – seu modo de andar, falar, rir e reagir. Trabalhe bastante nesse. E quando se achar bem definido, vá para o terceiro passo: o da ação – como você age diante das coisas, sua maneira de decidi-las, enfrentá-las (problemas, outras pessoas ou até a si mesmo(a)), e o momento em que você toma uma atitude.


Enfim, os passos são muuuitos e acho melhor dar continuidade a esse assunto em algum outro post, de modo mais detalhado e tals. Mas os mais importantes mesmo creio que são esses três – o resto são mais fáceis de encontrar, uma vez que você já aprendeu quem você é de verdade. Leva um bom tempo, bastante e trabalho e tals para isso, mas no final vale a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena ;)

Bom, eu vou ficando por aqui, espero que alguma das pessoas que tenham lido este post experimente meu teste de Conselheiro por Acaso (:B) e, enfim, be yourself! ;)

Music is my hot hot sex (8'

8 de fev. de 2010

Apesar de eu já ter escrito dois posts desde a “restauração” do blog, eu prefiro contar esse como o 1º post da 2ª “geração” do It’s From Myself. Por quê? Simples: esse é o primeiro post do Neo-itm que não é clichê, sobre feriado, ou a contragosto. Ou seja, é bem mais a minha cara.

Se você acompanha o ITM desde “antigamente” (o Old-itm, como decidi chamá-lo), já deve estar sabendo e até mesmo acostumado com o fato de muitas vezes eu escrever o post numa folha de papel e publicá-lo apenas semanas e semanas depois. Esse post, por exemplo, foi escrito dia 25 de Dezembro – pois é, a inspiração não escolhe dia pra aparecer. Maaas, se você não é dessa “geração de leitores”, agora já está avisado.

Mas sobre o que falar no 1º post da 2ª geração de um blog (nossa, falando assim até parece que estamos em 2013 ou que eu sou um dos sobreviventes d’A Era do Gelo)? Coisas que ressucitaram? Vasos ruins? Novidades? Cinema? Música?


ISSO. Taí um assunto que não interessa apenas a mim, mas também ao mundo inteiro: música. Um assunto que é também uma puta d’uma cilada. Por quê? Simples: além de ser um universo incrivelmente complexo e estupidamente extenso, há também as imbecis controvérsias. Ou seja, se eu não gosto de uma banda que você gosta e falo mal dela aqui, das duas uma: ou você falará mal de mim/do ITM o resto da sua vida, ou os comentários deste post nunca mais conseguirão paz. Correto? ;)

E eu realmente amo³ pesquisar coisas sobre tópicos interessantes, para aumentar a cultura e o intelecto não apenas meus, mas de umas meia-dúzia de gente que vem ler isto aqui também. Afinal, muitas vezes é legal compartilhar interesses e informação, não é?

Mas não é isso o que eu vou fazer desta vez. Desta vez, eu falarei sobre a música do meu ponto de vista, a meu ver. Bem resumida e generalizadamente mesmo. So, let’s go.

Muita gente, por exemplo, diz que não gosta de música. Até hoje eu não entendo isso, afinal, ou essa gente é muito burra, ou muito preguiçosa e/ou desatenta para pesquisar um tipo de música que a interesse, ou não tem personalidade. Porra, existe música para todo tipo de gente – desde os metaleiros da Galeria do Rock até aquela prima da sua mãe que não vive sem um sertanejo.

Até meu cachorro gosta de música (sei disso porque ele gosta de ouvir Simple Plan comigo quando ponho pra tocar, e sai correndo quando eu estou ouvindo Lady Gaga)!

Enfim, acho que isso depende da visão da pessoa de o que é música. Para mim, por exemplo, tudo é música – desd’as palmas sem ritmo e as canções do pré até Nx Zero e a ganhadora de Grammys, Björk. Acho que isso ajuda a conservar minha paixão/vício. Mas, se for ver desta maneira, uma pessoa que não gosta de música costuma relacioná-la a... nada? 

Eu relaciono música clássica a Tom & Jerry ou, dependendo do tipo, a Harry Potter – acho que isso explica por que eu só gosto de alguns tipos ASUHUHSAUHAS². Já o funk eu relaciono a favelados bêbados e suados de cabelo duro – deve ser porque é tudo o que eu sou obrigado a ver/ouvir quase todo fim de semana na garagem da minha casa. Conclusão: eu odeio funk.

Agora um tipo de música cujo sem a qual eu não vivo eu não vivo nem morto é rock. Poxa, existe algo melhor? Existe todo tipo de rock imaginável e os rockers de verdade são tão... alternativos e originais. Eu poderia fazer um post inteiro sobre a minha visão de rock (e pode acreditar que um dia eu ainda vou acabar fazendo!). só que algo curioso é que eu nunca entendi muito bem ao que exatamente eu o relaciono. Esquisitice, modernidade, liberdade, criatividade, originalidade, independência, cool, devaneios e arte são alguns exemplos. Desligamento e surrealismo também, talvez.

Mas sei lá, mesmo com a pontada de preconceito que existe ainda hoje contra o rock de verdade, eu não consigo funcionar direito sem ele. É meio que uma droga, sei lá.


Maaas, enfim, voltando ao assunto, música é uma coisa orgásmica – tente não ouvi-la por uma semana pra você ver. Não dá. A menos que você se tranque num quarto de hospício, perceberá que a música está em toda parte. Melhor assim.

E taí um bom exercício auto-terapêutico E de ajuda a prática do auto-conhecimento: tente descobrir ao que você relaciona cada música que você ouve e/ou porque gosta ou não dela. Ou seja, ouça bastante música E reflita! ;)