It's From Myself

9 de fev. de 2010

Há coisas que eu não entendo. Como, por exemplo, eu mesmo – e aposto que isso acontece a todos vocês também. Quer dizer, somos TÃO complexos, mas TÃO complexos, que quando pedimos para alguém se descrever em uma frase, poucas pessoas conseguem – e a maior parte delas não são sinceras nessa escolha, fikdik.

E foi pensando nisso que, então, eu decidi fazer um post sobre o quanto eu não me entendo.


Vou começar falando sobre o título desse blog – que, por um acaso, decidi que seria o título desse post também. Não sei se você sabe (vai saber...) mas “It’s From Myself” significa “É de mim”, e esse nome tem toda uma história, até. Por isso, vou começar do começo.

Lá estava eu, no começo do ano passado, decidindo fazer um blog. Mas primeiro, precisaria de conteúdo e, principalmente, um nome para um blog. Um nome que o descrevesse bem como ele fosse. Um nome sincero, espontâneo, e... enfim, ali estava eu, ligando o computador enquanto passava o clipe de The Fear da Lily Allen na TV. E eu, nem um pouco cheio de Toc’s, tenho a mania de querer ver o nome da música, do artista e do álbum no mínimo tanto no começo quanto no final de cada clipe – principalmente os legais – que eu vejo. E lá estava, o nome do cd da Lily Allen: “It’s not me, it’s you”. E eu, nem um pouco esquizofrênico, respondi, do nada: “Yeah, it’s from myself” (“Yeah, é de mim”, mas não no sentido de “Isto veio de mim” mas sim de “Pois é, fui eu que fiz isso mesmo”, “Isto é próprio/típico de mim”).

De repente eu olhei pro computador, arregalei os olhos e...

“Yeah, IT’S FROM MYSELF!”

É, agora eu tinha um título para o meu blog. Um título que o descreveria – e descreve, até – bem como ele é: típico de mim. Só faltava começá-lo.

O resto é história – e pode ser encontrada clicando ali do lado, em “Arquivo”, fikdik ;D


Mas então, voltando ao assunto, o que nos define quem somos?

Vou dar um tempo para que reflita.


Nós mesmos, oras.

Eu acho pura hipocrisia pessoas que tentam se definir por meio de frases de efeito ou qualquer outro tipo de “exibicionismo”. Fala sério, nós somos muito ocultos. Vira e mexe descobrimos novos lados nossos que nem nós mesmos conhecíamos. Compare-se com a dois anos atrás, por exemplo. Você mudou, com certeza. E muito.

Mas tem uma coisa que eu não gosto nessa história de “compare-se com a X tempo atrás”: todo mundo diz que evoluiu, amadureceu, a mentalidade mudou e blablabla. E, se você for reparar, as pessoas que costumam dizer isso são justamente as que ficam chamando os mais novos de infantis, esnobando-os e tals. Não, eu não acho que isso é amadurecer.

Até porque, eu pensava de forma parecida, até uns três anos atrás, quando “entrei para o mundo”. Eu era simplesmente um pontinho novato numa multidão mais velha. E tudo o que eu dizia ou pensava, era recriminado por causa da idade e tals. E tudo o que eu dizia era que idade não é documento (e mais algumas ofensas também). Agora que eu tenho, supostamente, idade o suficiente para pensar o que eu pensava naquela época, costumo me comparar a três anos atrás, e cheguei a uma conclusão:


Minha mente não mudou. Nem a das pessoas ao meu redor. O que mudou foi a atitude, as experiências e, talvez, o modo de encarar as coisas, mas meu modo de pensar não. A mente nunca muda.

Uma vez moderno, sempre moderno. Uma vez chato, sempre chato. Ou, como diria a nossa querida música do Paramore: “Once a whore, you're nothing more, I'm sorry that'll never change” ;x

O que muda são as pessoas ao nosso redor, os cenários, as situações, as rotinas e etc. Mas a mente não muda. Quem muda somos nós.


E eu falei falei e falei e não falei do que iríamos falar nesse post – pra variar. O que nos define, afinal de contas? Na minha opinião, é a expressão.

Se nos fechamos em conchas, num cantinho por aí, com roupas, modo de andar e etc. completamente discretos, as pessoas nunca vão nos notar. E, se nos notarem, vão simplesmente pensar que não somos muito “receptivos” e acabar se afastando de nós. Elas raramente te relacionarão a timidez ou algo do tipo.

E é aí que a Arte entra em ação, o marketing pessoal e tals. Para começar, a primeira maneira de mostrar ao mundo quem você é com o seu estilo, roupas e tals. Mas essa parte acho melhor deixar para explicar melhor em outro post, né? Afinal, esse já está ficando giganteessco.

Mas, resumindo de forma bem resumida, quando você estiver satisfeito(a) consigo mesmo(a) na primeira parte, já vá correndo para a segunda: seu jeito – seu modo de andar, falar, rir e reagir. Trabalhe bastante nesse. E quando se achar bem definido, vá para o terceiro passo: o da ação – como você age diante das coisas, sua maneira de decidi-las, enfrentá-las (problemas, outras pessoas ou até a si mesmo(a)), e o momento em que você toma uma atitude.


Enfim, os passos são muuuitos e acho melhor dar continuidade a esse assunto em algum outro post, de modo mais detalhado e tals. Mas os mais importantes mesmo creio que são esses três – o resto são mais fáceis de encontrar, uma vez que você já aprendeu quem você é de verdade. Leva um bom tempo, bastante e trabalho e tals para isso, mas no final vale a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena ;)

Bom, eu vou ficando por aqui, espero que alguma das pessoas que tenham lido este post experimente meu teste de Conselheiro por Acaso (:B) e, enfim, be yourself! ;)

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