Juventude à Flor da Pele (Skins)

12 de fev. de 2010

Ok, eu sei, tava demorando pr’eu falar de Skins aqui no blog. Mas achei que não haveria momento melhor pra isso. Na verdade, eu pretendia falar de Skins ontem aqui, mas devido a problemas com a internet... não rolou. Sendo assim, contentem-se com isso.

Você já ouviu falar de Skins – Juventude à Flor da Pele? Aposto que não. Ok, eu também nunca tinha ouvido falar até ganhar TVA e começar a viver mudando de canal o dia inteiro e, na maior parte das vezes, ver lá escrito: “Juventude à Flor da Pele”. Ignorei. Certo dia, eu estava fazendo não-me-lembro-o-quê, e eis que minha mãe grita: “DUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNHO, VEM CÁ. Rápido.”. Eu fui. Quando chego onde ela estava (no quarto dos meus pais, único lugar que tinha TVA ._.), ela: “Ó, esse filme parece ser meio que do tipo que cê gosta”. Olhei pra TV e lá estava a Kaya Scodelario numa festa do pijama, tirando a camiseta e o Jack O’Connell olhando pela janela. Fiquei alguns segundos assistindo, depois ignorei e saí.

Alguns dias depois, estava eu mudando de canal compulsivamente e, mais uma vez, vi escrito ali: “Juventude à Flor da Pele”. Estava numa cena um tanto mais interessante: a Kaya Scodelario drogada, andando pela floresta, quando de repente, aparece a Megan Prescott. As duas brigam e a última leva uma pedrada daquelas. Assisti esse episódio até o fim. E gostei. Bastante. Confesso que comecei a assistir quando notei o quanto a Kaya é gata³³³. E ela (ou melhor, o personagem dela –Q), não era só gata. Era gata, tinha personalidade e sabia se vestir. Pois é, hoje em dia isso é mais raro do que vocês imaginam.

Comecei a acompanhar toda semana – e toda semana meus pais me perguntavam que filme era aquele que eu tava assistindo. Será que ver os personagens toda semana não basta pr’eles entenderem que não é um filme, e sim, uma série? Vai entender...

Pouco tempo depois, começou a passar a primeira temporada na VH1. Eu assistia uma temporada num dia da semana, e no outro, na HBO Plus, a outra o.õ Fiquei meio decpcionado ao descobrir que a primeira e a segunda temporada não eram com os mesmos personagens da terceira. Mas enfim, um dia ambas acabaram e eu ganhei internet. Comecei a pesquisar, viciei, assisti a 2ª temporada, terminei, recomecei a assistir a 3ª temporada recentemente e agora estou fazendo este post. Mas agora vou explicar melhor como funciona pra vocês entenderem.

Ok, até hoje você achava que série como Gossip Girl e Laguna Beach retratava, de forma real, o mundo adolescente, correto? Mas isso foi até hoje. Vi nos comentários d’um site sobre séries um cara que disse exatamente isso, mas com outras palavras, sobre Skins. Esse era só o começo, e achei que realmente foi um bom modo de começar a explicar como é Skins. Achei melhor falar sobre isso aqui, já que minha introdução não foi original. Mas então, continuando:

Isso foi até hoje. Na minha opinião, os adolescentes de Skins botam os riquinhos da elite de Manhattan no chinelo. Começando pelo fato de que, pra começar, apenas atores com a idade dos personagens (os principais, lógico – ou seja, os adolescentes) podem interpretá-los – ou seja, não é como Malhação, que tem uns caras de 20-e-tantos pagando de 15. Em segundo lugar, os personagens de Skins são reais e com mais personalidade do que a sua vizinha, coisa que é raro de se ver hoje em dia. E em terceiro lugar, os temas são fortes e chocantes – por isso é famoso e polêmico na Europa. Mas agora vou explicar o porquê.

Skins foi criado pela dupla Bryan Elsley e Jaime Brittain. Os episódios da 1ª temporada foram escritos pelos dois, Jack Thorne, Ben Schiffer e Simon Amstell. Ida ao ar em 2007, contava com o elenco de Nicholas Hoult, April Pearson, Mike Bailey, Hannah Murray, Joe Dempsie, Larissa Wilson, Mitch Hewer, Dev Patel (sim, o protagonista de Quem quer ser um milionário?), e Kaya Scodelario, interpretando Tony Stonem, Michelle, Sid, Cassie, Chris, Jal, Maxxie, Anwar e Effy, respectivemente. Havia também participações de Georgina Moffat, como Abigail.

Logo no começo, já se falava de temas e personagens com problemas como manipulação; a garota que sofre porque todos pensam que só porque é bonita, ela é burra como uma porta – sendo que na verdade ela inteligente, e muito; o gay apaixonado pelo melhor amigo; o garoto abandonado pelos pais e viciado em drogas; a garota que carrega o mundo nas costas, porém ninguém gosta dela e mal nota sua presença – sendo assim, ela se torna bulímica; a talentosa musicista que se finge de durona e faz o possível pra transparecer que não liga o mínimo para o fato de ser negra; o muçulmano; o garoto apaixonado pela namorada do melhor amigo e cujo os pais pensam que ele é um lixo; e a garota quietinha que foge de casa de madrugada pra ir pra balada se drogar...

Pois é, isso é só o começo. Não citei o nome de qual personagem faz o quê pra não estragar a surpresa. E deve ser mais divertido assistir a série depois desse post, já que aos poucos você vai descobrindo qual é o quê. Mas continuando...

A dupla pai e filho (Bryan Elsley e Jaime Brittain) decidiram que duas temporadas bastam para que se conheça cada um dos personagens, e se aprofunde o conhecimento sobre eles. A 2ª temporada, exibida em 2008, foi roteirizada pelos dois, Jack Thorne, Sally Tatchell, Ben Schiffer, Lucy Kirkwood e Daniel Kaluuya. O elenco é o mesmo, tirando o fato de que Georgina Moffat apareceu BEEEM menos, substituída por Aimee-Ffion Edwards, que interpreta Sketch. Com isso, sendo que a 1ª temporada tivera 9 episódios, esta passa a ter 10.

Nessa temporada, vemos de forma um pouco mais clara como é o preconceito contra os gays, e que a opção sexual deles não os impedem de que garotas se apaixonem por eles; devido há um acidente em um dos últimos episódios da temporada anterior, um personagem importante começa a ter problemas com deficiência mental; após alguns conflitos, um personagem completa e loucamente apaixonado final mente consegue começar a namorar com seu amor – e seu posto de louco apaixonado é roubado por outra garota, filha de uma deficiente física; alguém continua tendo problemas não apenas com a mãe e seus namorados, mas dessa vez com a filha destes também; o pai de alguém morre; um dos personagens principais também morre; alguém começa a falar e resolver os problemas dos idiotas ao redor; alguém que nunca imaginaríamos que faria uma coisa dessas, engravida...

E todos, no fim, seguem seus caminhos separadamente. Afinal, é o último ano deles na escola. Nostálgico.

E devido à decisão de Bryan Elsley e Jaime Brittain, o elenco inteiro muda pra 3ª temporada – quer dizer, quase inteiro. A única atriz a continuar é Kaya Scodelario, que continua interpretando Effy – já que, sendo que na 1ª temporada esta tinha 14 anos, finalmente chegou “a geração dela”, e ela deve continuar. Afinal, Effy ainda não tem 18 anos – e a série retrata sobre adolescentes, e a essa altura todos os personagens antigos já seriam maior de idade.

Os roteiros ficam por conta da dupla, Daniel Kaluuya, Georgia Lester, Bem Schiffer, Atiha Sen Gupta, Lucy Kirkwood e Malcolm Campbell. O elenco fica por conta de Jack O’Connell, Luke Pasqualino, Ollie Barbieri, Megan Prescott, Kaya Scodelario, Lisa Backwell, Kathryn Prescott, Lily Lovelles e Merveille Lukeba, interpretando James Cook, Freddie, JJ, Katie, Effy, Pandora, Emily, Naomi e Thomas, respectivamente.

E o que há de novo? Bom, exibida em 2009, desta vez a série está bem mais dramática e os clímax dela não são sempre em baladas, como nas das temporadas anteriores – aliás, confesso que é minha temporada preferida. Tudo começa por um trio de amigos inseparáveis que se apaixonam pela mesma garota, e os três têm personalidades completamente diferentes – um é completamente bruto, ativo e viciado em sexo, o outro é tímido, gosta de truques de mágica e, por mais incrível que pareça, tem problemas pra controlar raiva, por isso tem que tomar montes e montes de remédio, e o último, é o todo “certinho” que fuma maconha; há um romance lésbico no decorrer da história, e que ganha grande repercussão; há a garota que sofre devido ao egoísmo e mania de chamar atenção da irmã; há personagem politicamente correto dessa vez (\o); há alguém com problemas pra se adaptar, já que veio de outro país; e há também um personagem que vimos por apenas um episódio na temporada anterior, que volta, se apaixona, e sofre por se deixar levar demais pelas influências de seus amigos...

Enfim, todos sofrem por algum motivo. E todos se apaixonam por alguém, querendo ou não. É claro que tudo isso gera bastante drama ao longo da série, mas os dramas instantâneos (que vemos por apenas um ou alguns episódios), tenho que dizer, são os melhores. Vale a pena! ;)

Não sei se vocês perceberam, mas em algum momento (já nem lembro mais onde) desse post, eu disse que essa era a melhor época para falar de Skins. Deduziram o por quê? Sim, a 4ª temporada está sendo exibida esse ano! Estreiou dia 28/01/10 e ontem foi lançado o 3º episódio. Ainda não assisti e nem fui em busca de spoilers, já que vou esperar saírem mais episódios, assim posso assistir um por dia – como venho feito com as outras temporadas. Porém, pelo que eu soube, o formato está completamente diferente (pelo menos isso é o que podemos ver nas fotos promocionais), e a série ainda mais dramática. Não tenho certeza e nem muitas informações sobre ela, apenas que há novidades (dã), o elenco é o mesmo da temporada anterior, menos episódios (apenas 8, sendo que da última foram 10), e os roteiristas são a dupla de sempre, Ed Hime, Bem Schiffer, Georgia Lester, Sean Buckley e Lucy Kirkwood.

Para quem quiser ver os episódios de qual uma das temporadas, confiram o SkinsBrasil , aproveite e dê um tour pelo site, ele é cheios de informações e notícias diárias sobre Skins. Enfim, fikdik ;)

(Primeira Temporada, acima)

(Segunda Temporada, acima)

(Terceira Temporada, acima)

(Quarta Temporada, acima)

Obs* Quando fui pesquisar as fotos para este post, não consegui escolher apenas algumas. Era uma mais linda que a outra, então decidi postar mais algumas aqui - e olha que nem são as melhores! ;*

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