Ok, eu sei, tava demorando pr’eu falar de Skins aqui no blog. Mas achei que não haveria momento melhor pra isso. Na verdade, eu pretendia falar de Skins ontem aqui, mas devido a problemas com a internet... não rolou. Sendo assim, contentem-se com isso.
Você já ouviu falar de Skins – Juventude à Flor da Pele? Aposto que não. Ok, eu também nunca tinha ouvido falar até ganhar TVA e começar a viver mudando de canal o dia inteiro e, na maior parte das vezes, ver lá escrito: “Juventude à Flor da Pele”. Ignorei. Certo dia, eu estava fazendo não-me-lembro-o-quê, e eis que minha mãe grita: “DUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNHO, VEM CÁ. Rápido.”. Eu fui. Quando chego onde ela estava (no quarto dos meus pais, único lugar que tinha TVA ._.), ela: “Ó, esse filme parece ser meio que do tipo que cê gosta”. Olhei pra TV e lá estava a Kaya Scodelario numa festa do pijama, tirando a camiseta e o Jack O’Connell olhando pela janela. Fiquei alguns segundos assistindo, depois ignorei e saí.
Alguns dias depois, estava eu mudando de canal compulsivamente e, mais uma vez, vi escrito ali: “Juventude à Flor da Pele”. Estava numa cena um tanto mais interessante: a Kaya Scodelario drogada, andando pela floresta, quando de repente, aparece a Megan Prescott. As duas brigam e a última leva uma pedrada daquelas. Assisti esse episódio até o fim. E gostei. Bastante. Confesso que comecei a assistir quando notei o quanto a Kaya é gata³³³. E ela (ou melhor, o personagem dela –Q), não era só gata. Era gata, tinha personalidade e sabia se vestir. Pois é, hoje em dia isso é mais raro do que vocês imaginam.
Comecei a acompanhar toda semana – e toda semana meus pais me perguntavam que filme era aquele que eu tava assistindo. Será que ver os personagens toda semana não basta pr’eles entenderem que não é um filme, e sim, uma série? Vai entender...
Pouco tempo depois, começou a passar a primeira temporada na VH1. Eu assistia uma temporada num dia da semana, e no outro, na HBO Plus, a outra o.õ Fiquei meio decpcionado ao descobrir que a primeira e a segunda temporada não eram com os mesmos personagens da terceira. Mas enfim, um dia ambas acabaram e eu ganhei internet. Comecei a pesquisar, viciei, assisti a 2ª temporada, terminei, recomecei a assistir a 3ª temporada recentemente e agora estou fazendo este post. Mas agora vou explicar melhor como funciona pra vocês entenderem.
Ok, até hoje você achava que série como Gossip Girl e Laguna Beach retratava, de forma real, o mundo adolescente, correto? Mas isso foi até hoje. Vi nos comentários d’um site sobre séries um cara que disse exatamente isso, mas com outras palavras, sobre Skins. Esse era só o começo, e achei que realmente foi um bom modo de começar a explicar como é Skins. Achei melhor falar sobre isso aqui, já que minha introdução não foi original. Mas então, continuando:
Isso foi até hoje. Na minha opinião, os adolescentes de Skins botam os riquinhos da elite de Manhattan no chinelo. Começando pelo fato de que, pra começar, apenas atores com a idade dos personagens (os principais, lógico – ou seja, os adolescentes) podem interpretá-los – ou seja, não é como Malhação, que tem uns caras de 20-e-tantos pagando de 15. Em segundo lugar, os personagens de Skins são reais e com mais personalidade do que a sua vizinha, coisa que é raro de se ver hoje em dia. E em terceiro lugar, os temas são fortes e chocantes – por isso é famoso e polêmico na Europa. Mas agora vou explicar o porquê.
Skins foi criado pela dupla Bryan Elsley e Jaime Brittain. Os episódios da 1ª temporada foram escritos pelos dois, Jack Thorne, Ben Schiffer e Simon Amstell. Ida ao ar em 2007, contava com o elenco de Nicholas Hoult, April Pearson, Mike Bailey, Hannah Murray, Joe Dempsie, Larissa Wilson, Mitch Hewer, Dev Patel (sim, o protagonista de Quem quer ser um milionário?), e Kaya Scodelario, interpretando Tony Stonem, Michelle, Sid, Cassie, Chris, Jal, Maxxie, Anwar e Effy, respectivemente. Havia também participações de Georgina Moffat, como Abigail.
Logo no começo, já se falava de temas e personagens com problemas como manipulação; a garota que sofre porque todos pensam que só porque é bonita, ela é burra como uma porta – sendo que na verdade ela inteligente, e muito; o gay apaixonado pelo melhor amigo; o garoto abandonado pelos pais e viciado em drogas; a garota que carrega o mundo nas costas, porém ninguém gosta dela e mal nota sua presença – sendo assim, ela se torna bulímica; a talentosa musicista que se finge de durona e faz o possível pra transparecer que não liga o mínimo para o fato de ser negra; o muçulmano; o garoto apaixonado pela namorada do melhor amigo e cujo os pais pensam que ele é um lixo; e a garota quietinha que foge de casa de madrugada pra ir pra balada se drogar...
Pois é, isso é só o começo. Não citei o nome de qual personagem faz o quê pra não estragar a surpresa. E deve ser mais divertido assistir a série depois desse post, já que aos poucos você vai descobrindo qual é o quê. Mas continuando...
A dupla pai e filho (Bryan Elsley e Jaime Brittain) decidiram que duas temporadas bastam para que se conheça cada um dos personagens, e se aprofunde o conhecimento sobre eles. A 2ª temporada, exibida em 2008, foi roteirizada pelos dois, Jack Thorne, Sally Tatchell, Ben Schiffer, Lucy Kirkwood e Daniel Kaluuya. O elenco é o mesmo, tirando o fato de que Georgina Moffat apareceu BEEEM menos, substituída por Aimee-Ffion Edwards, que interpreta Sketch. Com isso, sendo que a 1ª temporada tivera 9 episódios, esta passa a ter 10.
Nessa temporada, vemos de forma um pouco mais clara como é o preconceito contra os gays, e que a opção sexual deles não os impedem de que garotas se apaixonem por eles; devido há um acidente em um dos últimos episódios da temporada anterior, um personagem importante começa a ter problemas com deficiência mental; após alguns conflitos, um personagem completa e loucamente apaixonado final mente consegue começar a namorar com seu amor – e seu posto de louco apaixonado é roubado por outra garota, filha de uma deficiente física; alguém continua tendo problemas não apenas com a mãe e seus namorados, mas dessa vez com a filha destes também; o pai de alguém morre; um dos personagens principais também morre; alguém começa a falar e resolver os problemas dos idiotas ao redor; alguém que nunca imaginaríamos que faria uma coisa dessas, engravida...
E todos, no fim, seguem seus caminhos separadamente. Afinal, é o último ano deles na escola. Nostálgico.
E devido à decisão de Bryan Elsley e Jaime Brittain, o elenco inteiro muda pra 3ª temporada – quer dizer, quase inteiro. A única atriz a continuar é Kaya Scodelario, que continua interpretando Effy – já que, sendo que na 1ª temporada esta tinha 14 anos, finalmente chegou “a geração dela”, e ela deve continuar. Afinal, Effy ainda não tem 18 anos – e a série retrata sobre adolescentes, e a essa altura todos os personagens antigos já seriam maior de idade.
Os roteiros ficam por conta da dupla, Daniel Kaluuya, Georgia Lester, Bem Schiffer, Atiha Sen Gupta, Lucy Kirkwood e Malcolm Campbell. O elenco fica por conta de Jack O’Connell, Luke Pasqualino, Ollie Barbieri, Megan Prescott, Kaya Scodelario, Lisa Backwell, Kathryn Prescott, Lily Lovelles e Merveille Lukeba, interpretando James Cook, Freddie, JJ, Katie, Effy, Pandora, Emily, Naomi e Thomas, respectivamente.
E o que há de novo? Bom, exibida em 2009, desta vez a série está bem mais dramática e os clímax dela não são sempre em baladas, como nas das temporadas anteriores – aliás, confesso que é minha temporada preferida. Tudo começa por um trio de amigos inseparáveis que se apaixonam pela mesma garota, e os três têm personalidades completamente diferentes – um é completamente bruto, ativo e viciado em sexo, o outro é tímido, gosta de truques de mágica e, por mais incrível que pareça, tem problemas pra controlar raiva, por isso tem que tomar montes e montes de remédio, e o último, é o todo “certinho” que fuma maconha; há um romance lésbico no decorrer da história, e que ganha grande repercussão; há a garota que sofre devido ao egoísmo e mania de chamar atenção da irmã; há personagem politicamente correto dessa vez (\o); há alguém com problemas pra se adaptar, já que veio de outro país; e há também um personagem que vimos por apenas um episódio na temporada anterior, que volta, se apaixona, e sofre por se deixar levar demais pelas influências de seus amigos...
Enfim, todos sofrem por algum motivo. E todos se apaixonam por alguém, querendo ou não. É claro que tudo isso gera bastante drama ao longo da série, mas os dramas instantâneos (que vemos por apenas um ou alguns episódios), tenho que dizer, são os melhores. Vale a pena! ;)
Não sei se vocês perceberam, mas em algum momento (já nem lembro mais onde) desse post, eu disse que essa era a melhor época para falar de Skins. Deduziram o por quê? Sim, a 4ª temporada está sendo exibida esse ano! Estreiou dia 28/01/10 e ontem foi lançado o 3º episódio. Ainda não assisti e nem fui em busca de spoilers, já que vou esperar saírem mais episódios, assim posso assistir um por dia – como venho feito com as outras temporadas. Porém, pelo que eu soube, o formato está completamente diferente (pelo menos isso é o que podemos ver nas fotos promocionais), e a série ainda mais dramática. Não tenho certeza e nem muitas informações sobre ela, apenas que há novidades (dã), o elenco é o mesmo da temporada anterior, menos episódios (apenas 8, sendo que da última foram 10), e os roteiristas são a dupla de sempre, Ed Hime, Bem Schiffer, Georgia Lester, Sean Buckley e Lucy Kirkwood.
Para quem quiser ver os episódios de qual uma das temporadas, confiram o SkinsBrasil , aproveite e dê um tour pelo site, ele é cheios de informações e notícias diárias sobre Skins. Enfim, fikdik ;)
(Primeira Temporada, acima)
(Segunda Temporada, acima)
(Terceira Temporada, acima)
(Quarta Temporada, acima)
Obs* Quando fui pesquisar as fotos para este post, não consegui escolher apenas algumas. Era uma mais linda que a outra, então decidi postar mais algumas aqui - e olha que nem são as melhores! ;*


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