Caucasianismo? Negrismo? Racismo? Onde nasce o preconceito?

10 de fev. de 2010

OBS: Este post pode ser considerado ofensivo a algumas pessoas. Entretanto, esta não é a intenção. A intenção deste post é expressar minha opinião e atenuar o preconceito antirracional - ou melhor, qualquer tipo de preconceito - , apenas.
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E desde o comecinho³³ de Janeiro não se fala em outra coisa senão o Big Brother Brasil 10 – e você que achava que havia conseguido se livrar disso. Pior, e você que achava que isso era uma merda e agora se pega comentando sobre a nova casa com o pessoal da escola/trabalho/qualquer lugar. Pois é, quanto pior uma coisa é, mais chances d’ela virar chiclete – KLB, Felipe Dylon, NxZero... foram bons exemplos disso /táparey.

E não sei se você assistiu ao BBB ontem, 9/02/10 – ok, eu sei que você assistiu. Quem perde um paredão do BBB? Mas enfim, continuando... sabendo que você assistiu ao paredão do BBB ontem, suponho que você saiba que o eliminado (com 58% dos votos –q) fora Uilliam. Ok, grande bosta, como se valesse a pena fazer um post só sobre isso – mas não é bem isso. Logo abaixo eu explico o motivo do post.

Acontece que, desde o começo do BBB, basicamnete 103% das coisas que Uilliam dizia era sobre seu orgulho por ser negro e o preconceito que muitas pessoas tem com isso. Ok. Conforme o programa foi passando, começara uma certa história de que a outra BBB, Fernanda, seria “racista”, apenas porquê ela nunca se senta ao lado dele e opta por estar sempre longe dele e tals – pois é, nada a ver com o fato de ele ser uma pessoa completamente desagradável...

Porééém, desde a primeira vez que ele citou isso, percebi uma coisa. Se for pra dizer quem é negro e quem não é, ele não era o único negro da casa – Ana Marcela também era. E eu não ouvia a Marcela ficar caçando assunto em relação a isso. E só eu percebi que em todas (ou pelo menos a maioria) das vezes que ele aparecia, ele estava sempre estressado ou brigando com alguém? Será que ele não pretendia “sensibilizar” (falta de palavra melhor) o público para fazer com que todos votassem nele para ter o primeiro ganhador do BBB negro? Maybe, mas isso deixou-me meio intrigado e com vontade de fazer um post sobre um assunto que me deixa intrigado² há séculos. Afinal, de onde vem o preconceito?

Vou começar pelo começo: todos dizem que preconceito contra negro é “racismo”, mas essa palavra por si só já não é preconceito? Afinal, pra mim, uma pessoa que chama a outra de racista, é porquê provavelmente ela própria já está dividindo a sociedade: por raças. Mas ser humano não tem raça. Ser humano tem etnia. E como seria um anti-negro então? Um caucasianista? Se bem que, a maior parte das pessoas que conheço que reclamam de caucasianismo são “negristas”, do tipo que estão sempre preferindo os negros aos brancos ou coisas do tipo. Mas para o preconceito de “brancos” contra negros acabar, não é preciso acabar também o preconceito de negros contra “brancos”? Como você espera que alguém se aproxime, se interesse por você, se você mesmo não deixa, fica só se trancando entre os que você diz que são iguais a você? Iguais por quê? Por causa da pele e não por causa das opiniões e mentalidades? Ah é, só quem não tem cérebro pra agir assim mesmo, suponho.

Agora outra coisa que me intriga: não existem negros. Não existem brancos. A pele mais próxima do branco que já conheci é chamada de “pálida”, que se você procurar no dicionário, significa “descorado”, “sem cor”. A definição de “sem cor” está mais próxima de “transparente” do que de “branco”, pra quem não sabe. E a cor de todo negro é marrom, na verdade. Até os mais escuros³, se você for reparar.

E há mais: preconceito não é coisa só contra “negros”. Gordinhos também sofrem preconceito. Gays também sofrem preconceito. Você costuma gostar daqueles gordinhos que, a cada 10 palavras, 35 delas são “Eu tô muito gordo/a, baleia assassina, preciso emagrecer... MUITO! D:”? Claro, depende da situação, mas aposto que na maior parte dela a resposta é “não”, correto? Betty Dito é gordinha e nem por isso fica se martirizando – ela simplesmente vai e faz tudo o que acha que está faltando pros gordinhos. Uma marca de roupas “estilosas” (ou seja, à la ricos e famosos –q), por exemplo. Isso pra provar que os gordinhos não tem que ficar só usando aqueles vestidos floridos horríveis da tia-avó. Isso pra provar que, se você está inconformado com algo, não culpe ou mande os outros fazer. Faça você mesmo!

E os gays. Falou a palavra “preconceito”, isso é praticamente a primeira coisa que vem a cabeça. Não sei se você já percebeu, mas a maior parte dos gays (ou todos, sei lá; tenho medo de dizer a palavra “todos”, posso me arrepender depois –QQ) é feliz do jeito que é, tem amigos gays e heteros e... enfim, é lógico que eles também se irritam com preconceito, mas já reparou que a maior parte deles pensa tipo: “bom, melhor pra mim. Pelo menos não tem que viver com uma pessoa detestável como essas” / “tá achando ruim commigo? pior semmigo.”. E nem precisa citar celebridades admiráveis gays né? Elton John, por exemplo. Cazuza, outro exemplo (embora haja uma controvérsia sobre se o Cazuza era gay ou bi, mas enfim, já deu pra você entenderem o que eu tô querendo dizer né?)

Beyoncé Knowles (a mulher do ano de 2009), Jimi Hendrix, Betty Write... são apenas alguns nomes de grandes famosos “negros”, entre outros.

Mas enfim, acho qu’eu já disse o que tinha pra dizer. Na verdade, tudo o que eu quero dizer é para as pessoas pararem de preconceito contra si mesmas e reparar em outras coisas como uma boa mente e tals antes de reparar na cor da pele de uma pessoa ou não. Ok, preconceito existe sim, mas não está em tantos lugares quanto você pensa. Se baixar a guarda, vai perceber isso também ;)

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