669 -- Valeu a pena .

8 de jun. de 2009

Sábado, 6 de Junho de 2009. Como descrever um dia indescritível?

Desde antes de a chegada deste dia, eu já pensava em falar sobre ele aqui, mas tive que esperar, primeiro, o dia chegar, e depois, eu postar o “Vem Canadá nevar no Brasil ! O:” antes que passasse tempo demais para eu postá-lo – sem falar que, eu precisava de algum post depressa antes que vocês decidissem parar de ler o blog ;x

Mas o que teve de tão especial nesse dia? Bem, vocês entenderão se continuarem lendo, e tentarei ao máximo fazer com que compreendam-me/compreendam como é/foi.

Hoje em dia, creio que seja quase impossível que não haja uma única pessoa que esteja lendo isto aqui e não tenha pelo menos UM “Amigo da Net” (ou “Amigo On”, que é como eu os chamo), seja por fake (espero que hoje em dia todo o mundo já saiba o que é fake, já que na época que eu descobri o que era ninguém tinha ideia do que era isso) ou por profile normal. Eu tenho um monte, cujo a maioria eu conheço há dois anos ou mais – poucos sobraram, já que alguns (ignorantemente [/educaçãoàparte]) decidiram simplesmente “Cortar as amizades da internet” para “Viver a realidade”. Mas enfim, isso pouco tem a ver com o assunto do post de hoje.
O importante é que, seja se o(s) seu(s) amigo(s) On mora a apenas 10km de distância ou do outro lado do mundo, você sempre quis conhecê-lo(s), certo? Pois é, eu nunca tive coragem de deixar que os meus me conhecessem, mas como desta vez eu (achava que) sabia que a segurança não podia falhar, eu acabei cedendo u.u Quem foi a sortuda (ou azarada)? A Mari, uma garota que era melhor amiga até a quarta série das minhas melhores amigas Off (ou seja, amigas “normais”, que não são On) desde a quinta série, quando então ambas mudaram de escola, e as últimas foram para a que eu estudo atualmente (pois a antiga escola delas ia até a quarta série e a minha/nossa começa na quinta série). Essas minhas amigas (aliás, o nome delas é Babi e Mila) viviam dizendo que eu e a Mari éramos assustadoramente parecidos, e então, há duas semanas eu decidi procurá-la no Orkut e comecei a conversar com ela, e em pouco tempo ela se tornou uma de minhas melhores amigas (não vou entrar em detalhes) O:
Na escola da Mari ia ter uma Festa Junina, e ela chamou-nos (eu, Mila e Babi) para ir lá e eu e a Mila fomos, porque a Babi preferiu ir na festa da igreja u.u Vou tentar resumir o dia nos ápices deste para não cansar vocês, por isso vou apresentar de uma vez os “personagens principais”: nós três já citados, a Bia – uma amiga da Mari que eu conheci lá –, e o Pedro – um “amigo” da Mari que eu conheci lá também.

Mas agora vou começar a “história”. A Mila guiou meu pai de carro até a casa da Mari – que, por fora, parece aquelas casinhas de filme, sabe? *-*. Eu não tinha como saber, e não sei como sabia, mas só sei que sabia que quando chegássemos na casa dela, ela estaria tomando banho – e estava mesmo! A avó dela nos chamou para entrar, e enquanto eu observava os quadros tenebrosos da casa da Mari – tais como o da velha monge de olhar malicioso semelhante ao daquelas bruxas medievais e o do palhaço palhaço magricela com uma bola vermelha na mão e um sorriso maligno na cara (vou assumir que tenho trauma de quadros de palhaços desde a época em que havia um enorme e supostamente assombrado na minha casa) –, ficava a cada segundo mais ansioso/nervoso ante à perspectiva de conhecê-la: eu não sou exatamente como sou na net, mas e se ela também não fosse? Seria ela melhor ou pior? O que eu faria primeiro, já que eu nunca consigo iniciar uma conversa com um simples “Oi”? E se ela achasse o meu “eu real” chato? E se eu ficasse tímido demais o resto do dia?

Quando ela finalmente saiu do banho, apenas demo-nos um “Oi” e ela levou eu e a Mila ao quarto dela. Uma coisa que eu sempre soube é que dá para saber bastante sobre uma pessoa ao observar o quarto dela, e no caso da Mari, logo percebi que havia uma louca na minha frente. No quarto dela havia mais cartazes do que na minha escola, acompanhados de fotos, pôsteres e etc., e iam desde recortes juntos numa cartolina sobre assuntos completamente diferentes uns dos outros e pedidos de casamento ao Robert Pattinson e ao Laurent Taylor, até um desenho dos Jonas Brothers, uma bonequinha da Helga Pataki e relógios de todo o tipo, sem falar de um bando de coisas que eu não vejo motivo para incluir neste post.

Resumindo, ela humilhou meu quarto, cujo este, se alguém visse, chegaria à conclusão de que ou a pessoa que dorme ali é simples demais, ou é pobre e tem que dividir o quarto com a irmã mais velha. Obviamente, o meu caso é a segunda opção ._.

Quando a Mari ficou pronta – aliás, depois de horas³ depois eu fui reparar que estávamos vestidos quase iguais, sendo que um não viu o outro antes de se arrumar o.õ –, nós passamos na casa da Bia e fomos para a festa. Na verdade, eu nunca gostei de Festa Junina, mas esta realmente valeu a pena! Para ser franco, eu cheguei à essa conclusão assim que chegamos no Ursa Maior (a escola). Por que? Bem, lá de fora pudemos ver um boneco prateado que certamente não deveria estar ali, e, certamente, eu não fui o único a pensar que ele era um boneco, devido ao grito que a Mari e a Bia deram quando a estátua começou a se mexer e fazer um barulho mecânico bizarro. Depois de algumas horas, nos acostumamos com a estátua(/robô/homem/boneco)-humana e ela chegou até a dar jóia pra câmera! (y)

As horas seguintes passamos fazendo vaquinha para a pescaria, tiro ao alvo, comida, e etc. No final já havíamos conseguido uma bússola, duas Línguas-do-Bicho, duas latinhas de bala com gosto de refrigerante, um cubo mágico, um fazedor de bolhas e uma caixinha de tinta guache (não pergunte). Isso sem falar das balas em forma de flor que a Mari roubou enquanto todos se distraíam com a dança da 4ª série ;x

De jogos havia ainda a escalada e a tirolesa, cujo eu estava morrendo de vontade de ir em ambos, mas minha acrofobia não deixou.

Quando todos já havíamos cansado e enjoado de tudo, o Pedro e os amigos dele nos chamaram para ir na festa da escola deles, cujo na qual nós entramos de penetra (pois tinha que pagar) já que eles nos carimbaram com o carimbo da própria mão antes de a tinta secar. Demorou um tempo, mas entramos. Chegando lá, após os pulos e vivas de “Conseguimos! *o*”, olhamos uns para as caras dos outros, e então: “E agora, o que faremos? ‘-‘ “.
Por fim, decidimos tirar tirar uma foto no banheiro masculino (eu, Mari, Bia e Mila), e depois eu machuquei minha mão de propósito no bebedouro para imitar o carimbo da escola e sairmos de lá. No caminho de volta, paramos em frente ao carro de um completo desconhecido e tiramos mais foto. E então, voltamos para o Ursa.
Pouco tempo depois, houve a dança da 5ª a 8ª série, cujo na qual a maioria dos garotos iriam vestidos de garotas e vice-versa – foi bem estranho. Segundo a Mari, eu consegui fotografar todos os tropeços dela.

Logo em seguida, houve a dança dos alunos do Ensino Médio, que estavam todos fantasiados. No meio deles eu encontrei a Susan Boyle, o Mário Brothers, a tartaruga do Mário, Amy Winehouse, Kurt Cobain, etc.

E então, eu fui embora, com meu pai se estressando com a Mila que o guiava até a casa dela dizendo coisas do tipo: “Entra nessa próxima rua (daí ele entrava) ... era depois dessa ._.” e “Ah, é depois daquele portão ali”.

Mas apesar de eu ter tido que gastar todas as minhas economias naquele dia (que eu estava juntando para comprar o sétimo livro do Desventuras em Série ._.), e apesar de tudo³, de uma coisa eu tenho certeza: valeu a pena! ♥

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