Sabe, eu realmente não sei como minha mente funciona de manhã, quando acabo de acordar. Às vezes sonho com algo cujo a única que eu consigo me lembrar é um pato de borracha, e quando levanto, minha mente já está viajando há séculos atrás (ou à frente) na História. O pior de tudo é que não consigo me lembrar de como cheguei àquele pensamento – e isso é uma merda. O caso desta manhã foram os anos 90. Eu realmente não sei o que eu estava pensando, mas me lembro que cheguei até a evolução da tecnologia. Ok, eu não sou muito velho para falar disso, mas não se esqueçam que eu também presenciei o fim daquela década e me lembro muito bem de como era ;)
Em primeiro lugar, eu aposto que muita gente não se lembra mais de como era isso, mas internet era raridade. Na verdade, computador era um trambolho branco e enorme que realmente pouca gente tinha. Orkut? Não existia (ok, todo mundo sabe disso). Eu mesmo só fui descobrir o que era lan house com uns oito ou nove anos, mas não sei se isso é por causa da evolução da tecnologia ou por causa da pobreza que é a região que eu moro. Mas o importante é que, hoje em dia, como diz minha mãe, “lan house virou mato”. Meu tio trabalha num banco, e a única pessoa que eu conhecia que tinha um computador com internet era ele – mas eu nunca gostei muito de pedir-lhe favor. Sendo assim, eu ia numa coisa que eu duvido que vocês saibam o que é e que se chama “Telecentro”, que é tipo uma lan house só que de graça e com mais computadores, mais antigos, com menos privacidade, e mais lentos.
Outra coisa típica daquela época é o Digital Audio Tape, mais conhecido como “aquela fita de tocar música”. QUEEM não tem uma dessas em casa? A gravação era horrivel, e o pior é que quando acabávamos de ouvir ainda tinha que rebobinar. Não tenho muitas lembranças dessa coisa, além do “chicabum” que minha mãe tinha, mas abafa essa parte. Essa fita te lembra de alguém? É um parente bem próximo, embora bem mais entrambolhado (?).
Sim, a fita de Video Cassete. Meu Deus, eu assisti horrores naquela coisa. Ela era enorme, preta, e também tinha que rebobinar quando acabava – que puta perda de tempo! Ainda bem que inventaram os CDs não muito tempo depois. Uma vez eu quebrei um daqueles aparelhos enormes e incômodos aonde rodavam as fitas cassetes colocando um boneco de gesso lá. E teve uma outra vez que meus pais me compraram uma fita dos Teletubies (detalhe: eu tinha menos de cinco anos e NEM gostava de Teletubies ._.) num camelô e chegando em casa era, na verdade, filme pornô. Para dizer a verdade, não sinto a menor saudade dessas duas fitas (a Digital Audio Tape e a de Video Cassete), já que a imagem da segunda era uma bosta também. Na verdade, estou muito bem com meu DVD riscado (?).
Pertinho (?) do disco de vinil, há ainda uma coisa que eu DUVIDO que vocês ainda se lembrem: walkman. E não, eu não estou falando do novo celular da Sony Ericson, já que quando eu fui procurar imagens do walkman apareceu a do celular D: Estou falando do aparelho que inspirou o celular da Sony Ericson! Na verdade, todo mundo tinha um, mas hoje ninguém – ou pelo menos quase ninguém – se lembra que ele existia. Vou ser sincero, eu precisei de uma ajudinha para poder me lembrar da utilidade deste aparelho. Eu apenas me lembrava que tinha algo a ver com música, mas até aí o Blake Fielder-Civil também tem, não é? (Para quem não sabe, ele é o namorado/esposo/seiláqueporra da Amy Winehouse e não é músico ;D) Bom, tudo o que eu sabia era que dava para ouvir rádio nele, mas ouvi dizer que dava para ouvir a música que você quisesse, agora só não sei como, já que ele surgiu bem antes do download de música (?). Enfim, está aí mais uma coisa que caiu na mitologia da História. Mas existe um quê de graça nessa história do walkman: tecnicamente, ele era meio que um mp3 do passado – e você que ficava se exibindo por ser moderno e ter o mp666. Na verdade, é tudo a mesma porcaria, e você está tão moderno quanto ãh... sei lá, uma pessoa que vivenciou os anos 90 (?) [/desculpepelasinceridade .-.].E um parente do walkman – na verdade, bem próximo, já que eles têm até o mesmo sobrenome! – é o Discman. Este é mais memorável, e aposto que todo mundo tem algum guardado escondido lá no fundo do guarda-roupa. Ele é o oposto do vinil, já que eu acho que surgiu no começo do século XXI, mas como não tenho muita certeza, decidi citar ele aqui mesmo assim. Afinal, eu sempre simpatizei com aquele mini-robozin simpático que tocava CD sem termos de incomodar nossos vizinhos e as pessoas ao nosso redor – dependendo da distância que a pessoa estivesse e do volume que você o estivesse ouvindo, né.
Bom, talvez eu tenha errado na data de algumas das coisas aí. E talvez algumas pessoas duvidem, mas eu era vivo sim na época destas coisas. Na verdade, usei demais³ elas. E assumam, até que dá uma certa saudade dessas coisas todas, e até mesmo uma certa vontade de voltar a usá-las, não é? Afinal, digam a verdade, todos esse robozinhos podem não ter tanta utilidade quanto seu celular, e haja todas as coisas acima no mesmo, mas pelo menos eles inspiram uma certa simpatia em nós. Mas enfim, para dizer a verdade, não sei como finalizar este post. Ou melhor, acabei de descobrir uma maneira: não ria e nem zombe de coisas antigas, já que um dia elas já foram muito úteis - além disso, a sua tecnologia de última geração de hoje em dia cujo da qual você tanto se gaba, vai acabar ficando antiga um dia também. E, nem adianta tentar dizer que você nunca usou nenhuma dessas coisas, tentando jogar na cara de alguém o quanto essa pessoa é brega e você moderno. Na verdade, isso só prova que você é mais brega ainda por ter perdido um bando de tecnologia naquela época ;DResumindo, respeite os mais velhos! (y)

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