Som & Fúria

30 de jun. de 2009

Se você vive nesse mundo, provavelmente já deve ter ouvido falar ou visto na TV que, dia 7, estreiará uma minissérie na Globo. Eu realmente já estava achando estranho, já que todo ano o canal bota alguma minissérie no ar no começo do ano e que, normalmente, faz sucesso. Porém, eu não tinha visto nenhuma até hoje – eu acho, me corrijam se eu estiver errado. Desta vez, a minissérie a ser exibida será Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles.

E eu não vou mentir. Admito que eu já não agüentava mais aquelas minisséries do tipo Mad Maria, A Casa das Sete Mulheres, etc. Na verdade, Capitu me foi bem mais interessante do que as anteriores, e não vou mentir que me deu vontade de ler o livro correspondente à minissérie, Dom Casmurro, mas como eu aposto que não é o meu tipo de livro (por causa da história), preferi ficar com a lembrança apenas da versão televisiva, que foi realmente muito boa – aposto que quem foi capaz de entender a história ou o motivo dos efeitos antigos/meiotoscos também concordará comigo. Mas o quê que Capitu tem a ver com Som e Fúria? Não sei, mas eu sinto algo nelas em comum, embora eu não saiba dizer o quê, exatamente. Talvez o fato de uma ter sido inspirada em um livro brasileiro e a outra fale sobre teatro (explicarei mais abaixo) (?), ou então porque Shakespeare é uma figura “importante” em Som e Fúria (?)

Sim, eu assumo que tenho um vício pela literatura, mas apesar de tudo, assumam: as adaptações baseados em livros são F-O-D-A-S ! E, normalmente, geram um grande sucesso – e vou tentar não citar Harry Potter e Crepúsculo entre eles. Alguns dizem até que a música Elephant Gun, do Beirut, só fez sucesso depois de Capitu mesmo – e eu assumo que só conheci essa música ali mesmo, e também adorei.

Maas, voltando ao assunto, vou tentar me focar um pouco mais em Som e Fúria desta vez, antes que eu me perca num universo infinito sobre este assunto. Mas vou aproveitar a deixa e falar um tiquinho de nada sobre Shakespeare. Afinal, só por ele ser citado na série já é um sinal de que aí vem coisa boa – não sei o porquê, mas sempre simpatizo pelos personagens leitores e que, principalmente, gostem de alguma mesma pessoa que eu. Eu descobri isso no comercial, quando o personagem de Dan Stulbach diz, DO NADA, pra da Regina Casé: “Eu não gosto do Shakespeare”.

Afinal, sejamos francos, apesar de ele ser um gênio e eu adorar as histórias dele, há horas que realmente dá raiva em ler os livros dele, se for na versão original – ou seja, na versão escrita para teatro. Não sei se você que está lendo este post já leu algum livro do Shakespeare, por isso tentarei abreviar o que tenho a dizer. Em primeiro lugar, qualquer coisa escrita em versão teatral já é um porre pra ler – porque, porra, parece que a divisão de linhas foi feita por uma criança; pois as falas são divididas meio que em versos (sim, igual o jeito que você escreve no MSN u.u), só que ao contrário do MSN, muitas vezes eles pulam a linha em lugar aonde não dá para parar uma frase – afinal, sempre que pulam uma linha em alguma fala, lemos como se houvesse uma virgula ali, não é? Mas há momentos TÃO inconvenientes que... argh, sei lá, não sei como descrever de uma maneira que vocês entendam.

E em segundo lugar, já não basta o modo de escrita teatral, dramático e tal, mas há outra coisa que me incomoda e que foi citada por um garoto da minha sala na escola, há alguns dias, quando ele leu Romeu & Julieta pela primeira vez: “Cara, isso é irritante. Eles não conseguem falar sem ser em forma de poesia?”. Não sei não, mas eu acho que eu não sei apreciar a arte do teatro. Por isso prefiro não reparar muito no enredo dele, e sim na maquiagem, cenários e etc. incríveis!

Mas voltando ao assunto principal do post, vou explicar um pouco melhor a minissérie com base no que encontrei, o que significa que pode não ser oficial, mas pelo menos faz sentido.

No passado, Oliveira (Pedro Paulo Rangel), Elen (Andréa Beltrão) e Dante (Felipe Camargo) trabalhavam todos juntos numa companhia de teatro que encenava peças de Shakespeare. Em uma apresentação de Hamlet, em que Dante fazia o personagem principal, o mesmo sofre um colapso e foge. Após este episódio, a vida dos três dá uma bela de uma mudança.

“Hoje”, ou seja, sete anos depois, Oliveira dirige uma companhia de teatro bem-sucedida, e Elen trabalha junto com ele, atuando. Enquanto isso, Dante trabalha em uma outra companhia de teatro, porém falida. Por alguma razão, nenhum deles está satisfeito com o próprio trabalho (culpa de Shakespeare u.u /chutesemomínimovalor, by Vitu). E é então que eles se reencontram, e tudo o que sei é que, como era de se esperar, as vidas profissionais e pessoais deles começam a se misturar e a dar uma confusão dos infernos. Isso significa, obviamente, que provavelmente deve vir um humor bem sutil por aí :D

Em Som e Fúria há ainda uma parceria da Globo com a 02 Filmes, que, se vocês são tão ignorantes quanto eu, que só descobri o que era isso agora há pouco, eu explico: é a mesma produtora independente responsável por filmes como Cidade dos Homens. Mas isso já é no mundo real. Ah, e por falar nisso, esta minissérie será uma adaptação da série canadense Slings and Arrows (tinha que ser!) cujo, se eu descobrir alguma coisa sobre ela, postarei aqui mais tarde.

No elenco, além dos três protagonistas já citados, haverá ainda Dan Stulbach, Daniel Oliveira, Regina Casé, Genro Camilo, Rodrigo Santoro, Maria Flor, Chris Couto, Débora Falabella e Paulo Betti, Cecilia Homem de Melo, Antônio Fragoso, Ique Gomez e Nico Nicolaiewsky, Maria Helena Chiara, Liana Naomi e Juliano Cazarré.

Não sei quanto a vocês, mas eu sempre acho que o elenco é mil vezes menor antes de ver a lista de nomes inteira. Acho que isso é o que chamam de O Milagre da Multiplicação (?). Mas sejamos sinceros, apesar de você ser suuuper tiete de algum(a) ator(atriz) gringo, assumam: no elenco de Som e Fúria só há T-H-E B-E-S-T-S. Tudo bem, eu não costumo gostar muito de séries brasileiras, mas pelo menos não sou do tipo que julga os atores pelas séries que eles fazem, como muita gente por aí faz :*

Obviamente, Capitu foi uma exceção, e estou esperando que Som e Fúria também seja – na verdade, espero que a direção não decepcione. Mas, em todo caso, fikaadika ;D

0 comentários: