Déjà vu

16 de mai. de 2009

Muito se fala sobre Déjà vu, uma palavra completamente gramaticalmente incorreta, devido ao motivo de haver dois acentos na primeira palavra e nenhum em sua sucessora (?). Contudo, eu tenho quase certeza de que você não sabe o que isto significa, de fato.


Déjà vu (meu Deus, é um sufoco escrever essa palavra!) vem do francês (por isso que desrespeita completamente o português) e significa, literalmente, “já visto”. Contudo, esta palavra é bastante confundida entre seus irmãos, Déjà vécu, Déjà senti e Déjà visité, cujo sobre os quais eu vou falar mais adiante.

Para explicar o Déjà vu, antes tenho de explicar as três leis deste, por Wesley S. Abreu:

-- A primeira: o Déjà vu tem que estar acontecendo exatamente no mesmo instante da ação (ou seja, se alguém entendeu esta primeira, parabéns o.õ)
-- A segunda: um Déjà vu nunca acontece duas vezes da mesma maneira. Ou seja, se você tem a sensação de que algo já aconteceu, não há chances de você ter esta mesma sensação com esta mesmíssima situação; caso contrário, isto não é um Déjà vu.
-- E a terceira: também não é considerado Déjà vu, quando a pessoa tem a sensação e sabe o que vai acontecer logo em seguida – existem inúmeras outras explicações para isto, e cada uma em um ramo diferente da ciência.

Contudo, não há nada de muito complicado nesta sensação estranha, afinal, a mais fácil maneira de identificar um Déjà vu de verdade é esta mesmo: a sensação de estranheza. Esta é a primeira coisa que uma pessoa sente enquanto e depois de ter um Déjà vu, pois, ela sabe que esta situação (seja lá qual for) já aconteceu, mas não sabe dizer quando, onde, e nem mesmo como aconteceu. Ela não sabe de nada que comprove que isto já tenha acontecido, simplesmente sabe que aconteceu. Mas, antes que qualquer um pense isto, quem tem Déjà vu não é louco, psicótico, ou tem distúrbios mentais. Na verdade, mais da metade da população já passou por isto, o que comprova que é uma coisa comum e que pode (e acontece) com todos e qualquer um.
Mas agora vou “ensinar-lhes” a diferenciar um Déjà vu de sua família. Como eu já disse, um Déjà vu acontece apenas quando se tem a sensação de que alguma situação já aconteceu, sendo seguido pela sensação de estranheza. Enquanto o Déjà vécu (que significa “já vivido assim”) é a sensação de que já fizemos ou dissemos o que acabamos de dizer ou fazer, ou, também, que já estivemos rodeados por estes objetos, caras ou circunstâncias que nos rodeiam neste exato momento.

Ao contrário dos outros, normalmente a pessoa não se lembra mais tarde após ter um Déjà senti (que significa “já sentido”, embora eu ache que vocês já deduziriam sem eu nem precisar ter traduzido). Neste caso, a pessoa tem a sensação de que já sentiu o que está sentindo no presente momento (obvio ._.’), e isto é ocasionado pela simples lembrança de um dia já ter dito ou feito o que estava prestes a dizer ou fazer. Por exemplo, a pessoa lê num livro o começo de uma frase, e sem nem terminá-la, consegue terminá-la mentalmente como se já a tivesse lido, mas isto nunca ter acontecido e a pessoa não ter a menor chance de saber o que viria a seguir na frase. Isto acontece também quando ela diz alguma coisa e se lembrar de já tê-la dito, embora não saiba quando, como, nem onde, e, em dois minutos, já ter esquecido tanto de da frase quanto da lembrança. E uma coisa eu vou assumir: desta “família”, o parente que eu achei mais bizarro foi esse, embora me aconteça direto o.õ

Déjà visité eu tenho certeza de que já deve ter acontecido com você pelo menos uma única vez na vida! Afinal, esta sensação, que significa “já visitado”, é a sensação que temos quando vamos a algum lugar pela primeira vez, mas temos a certeza de que já estivemos nele antes, embora sabemos que nunca estivemos lá. Várias ciências explicam isto como você já ter sonhado com o lugar (o que eu acho bem provável, já que, certa vez, eu até cheguei a perguntar para minha mãe e minha irmã: “Sabe quando a gente acorda e sabe que sonhou, mas não se lembra do que sonhou? Será que quando temos a sensação de que algo já aconteceu, não significa que isto é o que aconteceu no sonho que não nos lembramos? Porque, tipo, a sensação de um Déjà vu (isto foi antes de eu conhecer as diferenças de termos) é parecidíssima com a sensação que temos quando presenciamos algo que sonhamos alguma vez.”, embora eu tenha questionado de uma maneira bem menos formal, embora eu não me lembre direito da linguagem que usei agora.), reencarnação, e até mesmo “viagens” cujo nas quais você deixa seu corpo (provavelmente inconsciente) e sua alma passa a vagar por aí, e provavelmente já ter passado por este lugar. Mas podem ficar calmos, pois nenhuma teoria foi comprovada ainda o.õ

Além destes, há ainda o Jamais vu (preciso traduzir ainda?), que pode acabar sendo associado à alguns tipos de amnesia e epilepsia, embora muita gente que não sofre de nenhum dos dois problemas também já tenha passado por isto. Afinal, esta é a sensação de certa coisa nunca ter acontecido antes. Ou seja, por exemplo, você saber (ou ter um bando de testemunhas disto) que você fez ou disse algo, mas não se lembrar de ter dito ou feito. Simplesmente saber disso.


Depois de tudo isso, acho que já nem tenho mais o que dizer, né. Apenas peço que leiam este post com atenção, parando para pensar após cada parágrafo: afinal, todo mundo já passou por alguma destas situações, e aposto que não foi só uma vez. Eu que o diga, que por eu sentir com tanta freqüência estas coisas, meus amigos dizem que vivo em outro mundo o.õ Mas, para não fechar em branco, direi-lhes apenas uma coisa:

Lembre-se, afinal, ser estranho é extremamente normal! ;D

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