A postagem mais recente que vocês deveriam encontrar aqui deveria ter sido posta ontem. Porém, assim que terminei de escrever o post, eu, perfeccionista como ninguém, apaguei logo em seguida achando que estava uma porcaria. Sendo assim, vou tentar retomar o caminho do post de ontem.
Dezenove de Abril, um dia maravilhoso. Por quê? Simples, faltei na escola. Tudo bem, isto é uma coisa normal para qualquer um, principalmente para mim que consigo quebrar recordes em faltas. Contudo, eu não falto um único dia na escola há cerca de dois meses – um recorde que inventei. Mas agora vou explicar o motivo de meu dia ter sido tão bom ontem. Não, eu não estive com ninguém em especial, não fui à estréia de nenhum filme e, para dizer a verdade, eu nem sequer saí de casa. Talvez você entendam do que estou falando até o fim do post.
Um dia antes eu já estava planejando não ir para a escola ontem, mas como estava em dúvida, coloquei o celular para despertar às nove e meia do mesmo jeito, como de costume (embora eu só entre na escola quase uma hora da tarde). Eu sempre coloco mais quatro lembretes no meu celular (um às nove e trinta e três, nove e trinta e cinco, nove e trinta e sete, e nove e quarenta), para me irritar tanto a ponto de eu levantar simplesmente por estar puto com meu celular. Porém, meu celular mal começou o primeiro “tan”, e eu já me estressei e desliguei o celular – vocês não acreditam em como é bom poder fazer isso sem se preocupar com perder a hora na escola ou qualquer outro lugar!
Tornei a acordar apenas uma hora da tarde, em ponto. Era tão bom imaginar que enquanto eu ainda levantava da cama e calçava meus chinelos, centenas de pessoas que costumam estar ao meu redor começavam a quebrar a cabeça na primeira aula da escola. O resto do dia correu tão inútil quanto poderia ser – não fiz mais nada além de ler Harry Potter e o Enigma do Príncipe lá pela quarta vez ([spoiler] aliás, estou quase no fim, já na parte da caverna [/spoiler]) e, lá pro meio da tarde alguns brigadeiros com um chocolate meia-boca e granulado colorido. Apenas agora reparei em quanto tempo não comia brigadeiro! E fazer, então? Acho que não fazia um desde que eu tinha uns cinco anos...
Mas, enfim, voltando ao assunto... ainda ajudei minha irmã a pegar uma música da minha conta do computador para o celular dela (If U Seek Amy, para ser mais exato) e, à noite, como a internet estava funcionando como um cu ambulante desregulado (?), eu decidi ler mais um pouco, e acabei por adormecer. Quando acordei era quase meia-noite, e de madrugada fui tirar foto para pôr no Orkut (para quem estiver a fim: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&uid=8922388957506220125 ); mas, enfim, vou tentar chegar logo aonde eu quero chegar. Afinal, eu não fiz um blog para ser um diário, caso o contrário, era mais fácil ter comprado um caderno, vocês não concordam?
Não tenho a menor idéia de como transmitir o que eu quero dizer a vocês, mas um dia eu chego lá. Afinal, não sei se vocês tem a mesma mania de eu de, parar DO NADA e começar a imaginar o que deve estar acontecendo neste exato momento em qualquer parte do mundo (aposto que pelo menos umas mil e quinhentas pessoas estão sendo assaltadas, e um milhão sendo chifradas, mas enfim...), mas o que interessa é que mais da metade do mundo estava se estressando enquanto eu comia brigadeiro. Enquanto um monte estava presa no trânsito, gritando e berrando num meio enorme de poluição e escapamento de carro, eu observava o céu estranhamente azul para São Paulo, procurando formas em nuvens que despareciam no horizonte. Aposto que o resto do meu grupo para o trabalho de Geografia estava se estressando tentando se organizar naquela bagunça mal-planejada enquanto um vento incrivelmente frio gelava-lhes os ossos, e eu ali enrolado num cobertor na cama, lendo um de meus livros preferidos, no maior silêncio e calma do mundo (...tirando o fato de minha irmã estar ouvindo Funk e Pagode no último volume lá na sala, e minha vizinha gritando com a filha dela), sem gritos e nem poluição sonora, sem ficar surdo a cada segundo que passasse, como é comum hoje em dia. Com apenas minha mente funcionando e eu, como sempre, desligado do mundo...
Mas então, espero que vocês tenham entendido o que eu quero dizer. E, se não entenderam, tentem ficar um dia como eu, completamente longe da tecnologia e de algumas pessoas, apenas lendo (se você gosta de ler) seu livro favorito ou ouvindo sua música predileta. Não pensem em problemas (se for possível, porque, eu não vou negar, eu nunca pensei que um dia fosse conseguir ficar tanto tempo sem pensar nestas coisas...) e tente não fazer mais nada além de comer o que você gosta (contanto que não seja muito trabalhoso fazer essa coisa) e brisar. Viver um dia, como diriam os hippies, apenas de Paz e Amor ! ;)
Um dia sem estresse
20 de mai. de 2009
Postado por Victor Melo às 21:19
Marcadores: Diário de Bordo, Old-ITM
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